Choppada da ECO injeta R$ 0,01 milhões na economia
Publicado originalmente em 24 de fevereiro de 2014

PRAIA VERMELHA — A Choppada da ECO, que terá sua edição 2013.2 realizada nesta quarta-feira, 26, introduz direta e indiretamente pelo menos R$ 0,01 milhões (o equivalente a 10 mil reais) na economia. É o que revela estudo de Gustavo Aguiar, economista da Fundação Getúlio Vargas, obtido com exclusividade pelo Laguinho Business Journal.
“Muitos pensam apenas no preço da cerveja ou nos gastos mais visíveis, como o aluguel de banheiros químicos. Mas a conta final considera todas as movimentações ocorridas na cidade em decorrência do evento, e o valor é impressionante”, conta o Sr. Aguiar, que em 2011 completou o pós-doutorado em Micro-Economia de Eventos Universitários em Praias na Harvard Business School.
“O que parece só um evento comemorativo de universitários acaba criando uma série de mercados paralelos e gerando sustento para várias pessoas desconhecidas, sem que ninguém se dê conta disso. Acho isso fascinante”
Começando com o orçamento estimado do Comitê Organizador da Choppada, de R$ 0,007 milhões (2/3 investidos em bebidas e o restante em infra-estrutura), o cálculo do Sr. Aguiar inclui também os gastos com transporte, alimentação, saúde e reciclagem de lixo. “Só no mercado de táxis, a Choppada movimenta R$ 0,002 milhões”, conta o Sr. Aguiar.
Gabriela Domingues, CFO da cooperativa de táxi Caminhos da Urca, corrobora o estudo. “Em dia de evento na Praia Vermelha, nossa taxa de ociosidade durante a madrugada é quase nula. Em alguns momentos, 100% de nossa frota está rodando a serviço de frequentadores dos eventos”, explica a Sra. Domingues.
Vendedores de alimentos também têm a garantia de uma boa noite de vendas durante a Choppada. Antonio Dias, mais conhecido como Toninho do Rodó, vende cachorros-quentes na região da Praia Vermelha há 23 anos e diz que, em dia de evento na praia, ele nem circula pelo bairro. “Quando chega época desses eventos de estudantes, eu nem preciso andar pra vender, tem movimento aqui a noite inteira”.
O Sr. Aguiar também destaca os gastos em farmácias, principalmente com remédios no dia seguinte à Choppada, e o lucro obtido por catadores de lixo com as milhares de latas de alumínio recolhidas na praia. “O que parece só um evento comemorativo de universitários acaba criando uma série de mercados paralelos e gerando sustento para várias pessoas desconhecidas, sem que ninguém se dê conta disso. Acho isso fascinante”, diz o Sr. Aguiar.
2013.2
A edição 2013.2 da Choppada acontece nessa quarta-feira, 26 de fevereiro, pela 12ª vez seguida na Praia Vermelha. O anúncio oficial foi feito hoje por Rodrigo Esteves, em sua primeira conferência para jornalistas e investidores desde que assumiu o posto de CEO da Choppada, no fim do ano passado.
A Choppada de 2013.2 estava inicialmente marcada para 16 de outubro, mas foi cancelada em cima da hora devido a problemas contratuais.
O cancelamento provocou um enorme prejuízo financeiro à Choppada e gerou uma onda de incerteza sobre seu futuro. Após uma mal-sucedida tentativa de oferta secundária de ações para angariar recursos, as dívidas da Choppada foram sanadas por um aporte milionário de um investidor não identificado. Também foram utilizados recursos públicos do Fundo de Amparo do Centro Acadêmico da ECO.
Terminada a Choppada de 2013.2, deve começar imediatamente o planejamento da edição de 2014.1, sobre a qual os organizadores têm se mantido em silêncio desde a Oferta Pública Inicial aos Calouros, há 2 semanas.
“A Choppada é grande, maior do que pensamos, envolvendo trabalhadores e quantias que a maioria nem ousa imaginar”, conta o Sr. Aguiar. “Mas, no final, o que realmente importa são os momentos de diversão e alegria que passamos ao lado de pessoas que amamos”.