É melhor combater um Demogorgon com HTML ou Javascript?

Thiago Yukio
May 23, 2018 · 3 min read

Quando uma pessoa pretende jogar um jogo, ela aprende suas regras em um livro, tutorial ou através de um professor. O personagem inicia com armas e ferramentas simples, que ainda nem sabe como utilizar.

Assim como na jornada da programação, no começo aprendem-se diversas habilidades novas e derrotam-se inimigos propositalmente fáceis. Uma vez apresentada a dinâmica do jogo, você está pronto para sair dos tutoriais e enfrentar o mundo real.

Os primeiros inimigos reais, como ratazanas e números de Fibonacci, não propõem dificuldade e são rapidamente vencidos. A superação de novos desafios garante a satisfatória sensação de evolução. Quando você menos espera, admira o longo caminho que percorreu e mal pode esperar para combater um chefão.

Você percebe que sempre utilizou a sua arma preferida e ganhou inúmeras habilidades com ela. Esta pode ser especializada em aplicações que exigem precisão, como um bisturi, C ou Assembly. Se o inimigo é uma larva embarcada em seu cérebro, qualquer ferramenta maior que esta poderia causar um grande dano de memória. Entretanto, eventualmente aparecem monstros que diminuem ou até nulificam a efetividade da sua arma.

Existem armas versáteis que conseguem atingir a fronte ou costas de uma grande variedade de adversários. Dá para ir bem longe apenas com um porrete, C#, machete ou Javascript. Entretanto, caso o inimigo fosse um gigante, seria mais prudente abandonar o bisturi e utilizar uma catapulta ou Go. Talvez alguém consiga derrotar um titã com um estilete, mas precisará de muita perícia para não ter resultados catastróficos.

É dever do aventureiro saber qual arma é mais adequada a cada tipo de adversário.

Digamos agora que você está pronto para combater inimigos realmente grandes, maiores que toda a sua capacidade individual. É inevitável a procura por outros jogadores para a formação de seu grupo. Em sua busca, é possível encontrar especialistas inflexíveis: peritos em uma determinada ferramenta e avessos a mudanças. Seja por conservadorismo ou baixa auto estima, estes costumam fugir caso o problema encontrado não seja compatível com a sua arma favorita.

There is a fine line between consideration and hesitation. The former is wisdom, the latter is fear.

-Izaro, Path of Exile

É verdade que, para grandes grupos organizados, este tipo de especialista pode ser mais útil que um coringa. Por outro lado, este tradicionalismo pode se tornar perigoso, já que as regras do jogo parecem mudar cada vez mais rápido. Outro perfil comum é o bárbaro: utiliza a sua arma com ignorância em qualquer adversário que aparecer na frente.

Eventualmente, encontra-se um aventureiro curioso e disposto a conhecer novas aventuras. Um que geralmente não se contenta apenas em superar o desafio proposto e ganhar a recompensa. Para este, o prazer está em utilizar ferramentas diferentes para um mesmo desafio. Caso as suas habilidades não façam sentido contra o adversário atual, fica feliz em aprender uma nova. Assim, consegue imaginar novos usos de suas ferramentas e suas combinações em adversários cada vez mais difíceis. O resultado é um grande leque de conhecimentos, com algumas notáveis maestrias.

Se você e seu grupo querem enfrentar desafios inusitados cada vez maiores, quem você chamaria para se juntar ao bando?

Launchpad

Tecnologia, negócios e desenvolvimento pessoal em uma só plataforma.

Thiago Yukio

Written by

Co-fundador @ EspressoLabs

Launchpad

Launchpad

Tecnologia, negócios e desenvolvimento pessoal em uma só plataforma.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade