Rio é quem mais sofre com a crise

Aumento de Impostos e falta de ajuste fiscal deprimem a economia

O Brasil começa a se recuperar da maior crise da sua história. Apesar das recentes perdas no mercado de trabalho, a economia volta a dar sinais de crescimento e as expectativas são positivas. A situação do Rio de Janeiro, porém, parece não acompanhar esse movimento.

Em 2017, o município do Rio aumentou todos os impostos que podia: IPTU, ITBI, ISS e COSIP. Aumentos que ultrapassaram 100% e que nos levaram a ter a maior COSIP do país. Sou contrário a tudo isso, por ver que não é esse o caminho que irá nos retirar da crise pela qual passamos. Depois de um ano em que o Rio foi a cidade com maior número de vagas formais fechadas, mais de 55 mil, o que nós precisamos é reduzir a carga tributária, cortar gastos supérfluos da Prefeitura e desburocratizar a cidade, para que as pessoas voltem a investir, empreender e trabalhar.

O estado do Rio, por sua vez, passa por uma situação ainda mais difícil que a do município, porém comete os mesmos erros. Aumentos de impostos e a relutância em promover um ajuste fiscal que equilibre as contas públicas deprimem a economia e a impedem de se recuperar. Soma-se a isso uma completa desorganização para impedir a proliferação de roubos de carga, que se tornaram corriqueiros no estado, e que, invariavelmente, destroem a vontade de quem busca manter ou abrir um negócio aqui. O resultado: mais de 90 mil postos de trabalho fechados.

Ainda que vivamos em uma situação difícil, não podemos esmorecer. O país aponta na direção correta quando busca realizar reformas estruturais e um ajuste que equilibre suas contas. Devemos persistir defendendo mais liberdade, mais mercado e mais responsabilidade fiscal. Apenas dessa forma voltaremos a crescer de maneira continuada no país.


Originalmente publicado em fb.com/leandrolyra30 em 30 de janeiro de 2018

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