Há um buraco.

Se joga, se desconstrói,

Você não é feita de nada mesmo

Opera nos vácuos, nas brechas,

Nos vazios do mundo

E deles faz seus

O hábito de não ser o que se é

Vão te descobrir, você deve ser vil

Tem vergonha de si

É uma tristeza sem tom

Massa inacabada, incoerente

Que quer reconstruir o mundo

A partir de si

Vai errar, não vai dar

Teu ego vai te destruir

Antes de você conseguir entender

O que se passa

Sofre ao menos,

Porque esse sofrimento é cheio

E só seu.

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