sobre viventes

me põem no seu medo.

sou da carne que você maltrata, do sangue que você nega, da dor que você causa. sou a sombra e a luz que você ignora, sou isso aí que você passa por cima.

me aqueço nas ruas que você fez frias, grande homem das edificações destrutivas. meu teto goteja, minha cama é no chão, minha história foi roubada, mas minha pele é da única cor onde é possível ver estrelas.

você insistentemente me destrói. resisto com a imensidão que mora em mim e na esperança certa de que morte chegue pra todos.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.