Mas e se você for o vilão?

Já que nem sempre nós somos os heróis da história

Caso tenham curiosidade, leiam esse texto que me serviu de base para o que eu vou escrever a seguir.

Em toda nossa vida nós sempre nos enxergamos como os protagonistas e mocinhos da nossa história. Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas sempre queremos ser o Harry Potter, a Katniss, o Frodo, a Rey, o Simba e tantos outros. Tanto para nós mesmos quanto para as pessoas queridas a nossa volta, sempre seremos o mocinho e nunca o vilão. Mas será que é sempre assim mesmo?

Você já pensou que talvez, em alguma parte da sua vida e com alguém que você conheça, você já foi o vilão da história? O Darth Vader, a Cruela, o Coringa, o Ultron, ou qualquer outro desses vilões que fez/faz mal a alguém, fazendo-os parecer que não possuem coração. Bem, primeiramente eu te digo que sim, você já foi o vilão de alguma história e muito provavelmente ainda vai ser de algumas outras.

Ser o vilão não é necessariamente ruim. Em boas histórias esse personagem tende a ser o mais complexo e o mais interessante de se acompanhar. Ninguém nasce malvado, ninguém nasce querendo prejudicar outra pessoa. Todos sempre são moldados por si mesmos e pelo que acontece ao seu redor. Além de muitas vezes, dependendo do referencial, você pode se tornar um mocinho ou um vilão.

E o que fazer? Sinceramente eu não sei. Tentamos colocar na nossa cabeça que sempre somos os heróis da nossa história. Seja por um sentimento de auto afirmação ou a segurança de que não estamos fazendo nada de errado. Mas com toda certeza já fomos os vilões na vida de alguém, já fomos a decepção amorosa de outra pessoa, o destruidor de sonhos e o malvado que simplesmente não ajudou na hora que era necessário. Aquela pessoa que em determinado momento foi o vilão e terminou com algo precioso para outra pessoa.

O que eu quero passar é que nós simplesmente devemos saber quando fomos os vilões, pedir desculpas e tentar não repetir isso lá na frente. Tentar ser muito mais herói do que o vilão. Ajudar mais do que prejudicar. Você não vai conseguir ser o protagonista herói que salva a tudo e a todos, mas você pode ser aquele personagem secundário que tem os seus defeitos e suas qualidades claras e que todos conseguem enxergar que está lá muito mais para ajudar do que para prejudicar.

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