De um momento nasce o desejo — Um encontro de Volúpia

Groaíras, 24/07/17 às 21:00 h
Um dia normal, sem muito expectativas e cheio de pequenos trabalhos a serem realizados. Afazeres esses que acabavam por minar a simpatia e paciência da fogosa e terna Volúpia, todas as atividades que precisava executar dependia de terceiros. Não havendo nada a ser feito a única solução foi esperar o fadigoso dia de trabalho encerrar-se.
Ligou para alguns amigos, encaminhou e-mails, protocolou compromissos para a semana seguinte, atualizou o perfil nas diversas redes sociais nas quais estava inscrita e quando deu por si já passava das 05:00 horas da tarde. Era uma sexta-feira, esperava que a noite fosse ao menos mais tranquila que o dia.
Desligou o computador, arrumou sua gaveta e sobretudo a mesa de trabalho, entendia que uma pessoa que não organizava seu local de trabalho seria incapaz de organizar sua vida pessoal. Após uma breve organização no escritório que apresentava uma decoração casual sem perder a elegância e o requinte de uma pessoa que amava a arte. Nas paredes réplicas de telas famosas e ao fundo logo atrás de sua mesa de trabalho um imenso painel com uma foto sua de quando era mais jovem, estampada em preto e branco e na boca um batom vermelho carmim, era o único colorido na bonita foto. Ainda na composição do espaço: esculturas, um sofá acolchoado de tom marrom e sobre eles almofadas pretas e brancas, as paredes foram pintadas em um tom marfim para não deixar o ambiente pesado e ao mesmo tempo torná-lo aconchegante. Era nesse espaço que Volúpia desempenhava seu papel de mulher trabalhadora, inteligente, séria e elegante. Algumas amigas a questionavam se o ambiente alguma vez já fora cenário de sua vida amorosa, o que ela simplesmente respondia: Trabalho e prazer não se misturam, embora eu ame o que eu faço e sinta prazer em fazê-lo, mas aqui apenas trabalho.
Demorou-se um pouco mais, recolheu as sobras do almoço, pegou sua bolsa, deu uma rápida corrigida na sala, trancou a porta e saiu. Depositou o lixo no latão, despediu-se do porteiro do prédio e dirigiu-se ao estacionamento para pega o seu carro: um Volkswagen New Bettle de cor lilás fosco, um automóvel que combinava com sua personalidade além de ser utilitário e despojado. Apesar de um designer meio retrô, o transporte era bem elegante. Acionou o controle, abriu a porta do motorista, adentrou ao veículo, posicionou-se e ajeitou o cinto de segurança em seu corpo, ligou o motor e com agilidade deixou o pátio do prédio. Mais uma habilidade de Volúpia eximia motorista, com sorte não pegaria a hora do rush e chegaria logo em casa, para mais uma sessão de terapia que era como definia a hora do banho e o daquele dia prometia: era sexta-feira.
Pegou a avenida principal, conectou o celular no som do carro e ouviu sua cheklist preferida no spotify que era composta por canções: de Ana Carolina, Isabella Taviani, Zélia Duncan e uma ou outra novata, aceitou por sugestão do Aplicativo. Teria quarenta minutos para desfrutar de música de qualidade até o destino final: o Cafofo da Loba (apelido que as amigas carinhosamente colocaram em sua residência).
Cantava junto com as cantoras e sabia as letras de cor. Primeira da lista: Eu comi a Madonna, cantava alto e não se importava se as pessoas dos outros carros a observavam, tinha uma interpretação própria para cada letra.
“Dobra os joelhos e implora
O meu líquido
Me quer, me quer, me quer e quer ver
Meu nervo rígido “ Ana Carolina
A sequência de músicas continuava, de tanto cantar já sabia a próxima, Ana Carolina cedia lugar para Issabela Tavianni que com sua voz grave, encantava Volúpia com sua Luxúria. Essa bem que poderia ser o tema de nossa dama:
“Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo
surpreender seus movimentos
virar o jogo quero beber,
o que dele escorre pela pele
e nunca mais esfriar minha febre… “
Com tanta sensualidade sonora Volúpia, resolveu aumentar o volume do ar-condicionado e desabotoar dois botoes do blazer preto que estava vestindo, revelando o body branco de renda que usava. Não sabia se o calor que emanava do seu corpo era devido a temperatura ou sua libido estava começando a sufocá-la. A parada sonora de Volúpia continuava, agora a Diva com sua voz forte a ser degustada era Zélia Duncan e sua canção Sentidos:
“Transfere pro meu corpo
seus sentidos pra eu sentir a sua dor,
os seus gemidos e entender porque quero você!
Não quero seu suor
quero seus poros na minha pele
explodindo de calor.”
Dentro do confortável carro a temperatura só aumentava e cada nova melodia as ondas de calor passeavam insistentemente por todo o corpo de Volúpia. Um fogo subindo por suas pernas, demorando-se mais na sua pelves e avançando por seus seios redondos e pequenos, o que alguns homens chamavam de Morro Dois Irmãos em referência a paisagem carioca de tão bonitos que eram. Aproveitou a parada no sinal, tirou o blazer preto e ficou um pouco mais à vontade que nem reparou que no carro ao lado um homem a comia com os olhos, estava embalada pela sonoridade do momento e concentrou-se na música nova que fora sugerida pelo Soptify. Não conseguia identificar a voz, deveria ser uma nova cantora, não perdeu o clima e curtiu a música que seguia a mesma linha sensual das anteriores, cujo título era: Segredo:
“Os teus olhos procuram o meu olhar,
de relance te encaro e entendo a mensagem.
Nossos desejos não se satisfazem,
ternura e loucura se misturam
quando nossos corpos se encontram.
A vergonha não demora,
jogando as roupas fora,
despindo teu corpo fogoso
teus músculos duros
minha língua devora,
arranho tuas costas
tua força evapora.
Vou ao delírio quando me abraça,
beija meu pescoço, e me faz delirar,
e com as mãos toca meu íntimo,
intimidade que eu só mostro a você.
Enlouqueço quando desbrava,
devora o meu intimo
e eu quero mais, sempre mais.
Passam os dias, as noites voam,
quando nos amamos o tempo não importa
os amantes tudo suportam,
a delicadeza dos momentos se prendem
nas paredes vazias.
O segredo é o nosso tormento”.
Concentrada no trânsito, Volúpia seguia sua viagem e analisa a letra da canção, gostou tanto que colocou no modo “repeat” e ouviu mais duas vezes até chegar em casa. Surpreendeu-se com a letra poética que falava de romance e sexo sem vulgaridade e adotou como música tema. Chegando em casa, dirigiu-se a garagem onde guardou seu carro, desceu ali mesmo tirou os saltos e foi caminhando descalço até chegar ao jardim e entrou pela porta lateral que dava acesso a cozinha, caminhou até a mini adega e selecionou um vinho tinto e voltou para a cozinha, ali mesmo desfez de sua saia preta em risca de giz e ficou apenas com sua lingerie branca. Serviu-se de uma taça do seu vinho preferido e foi para a sala de som e vídeo, para relaxar e continuar ouvindo suas músicas selecionadas para aquela noite. Envolvida pelo clima e curiosidade, conectou seu telefone no som, escolheu uma música e deu play. Novamente ouviria a canção Segredo […]
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