No cafofo da Loba

letrastata
Aug 25, 2017 · 5 min read

Desejo faz uma visita a Volúpia

Imagem da internet Volúpia e Desejo

Mais um dia iniciava-se na vida de Volúpia, mais uma semana findava. Ao acordar antes do despertador a Loba permaneceu na cama por alguns minutos, estava sentindo-se cansada e indisposta.

A noite fora insone para a mesma, imagens e acontecimentos aleatórios pairavam eu sua mente e ela não conseguia fazer uma conexão com o que vira em sonho ou não será um pesadelo? Vislumbre de um G mais jovem que estava sempre a persegui-la unia-se a um G mais velho, mal trapilho e que a amarrava. Ela apenas gritava e avistava ao longe Superboy que desparecia lentamente enquanto G a sufocava em seus braços.

Acordou várias vezes durante a noite, tinha a garganta seca e o corpo molhado de suor, desceu até a cozinha e preparou um chá de erva cidreira, enquanto esperava a água ferver recordou das últimas palavras que Aninha lhe falara na hora de despedirem-se: “Você ainda vai me agradecer”… O que estas palavras teriam a ver com o sonho ruim envolvendo G? Pensou em mandar uma mensagem para a amiga, mas já estava tarde para conversar e cedo demais para acordar alguém. Melhor seria deixar para esclarecer esse assunto pessoalmente. Bebeu o chá ainda quente, tinha o coração agitado e as mãos trêmulas. Colocou a xícara e a chaleira na pia, parou em pé na frente da mesma e pôs-se a observar através dos basculantes os primeiros raios solares que surgiam no horizonte. Conseguiu acalmar-se com a imagem, praticou os exercícios respiratórios que aprendera nas sessões de pilates, mais relaxada volta para a cama e mesmo assim não conseguiu mais dormir.

Deitada em sua cama fez uma anotação mental e planejou como a seria a sessão de homecine em sua casa. Encomendaria no buffet, canapés de frutos do mar, uma garrafa de Prosseco e uma torta de limão com recheio de chocolate, para saborearem com café após o filme. Lembrou que precisava mandar o endereço de sua residência para Desejo, digitou e quando ia clicar para enviar desistiu. Pensou que ele poderia achar que ela estava ansiosa para vê-lo e começar a fazer cobranças ou querer mandar nela. Enviaria o endereço só no fim da tarde, e se ele questionasse antes poderia simular um breve esquecimento.

Os seus olhos começaram a pesar, o coração a palpitar mais devagar, a respiração normalizou e suas mãos não tremiam mais. Adormeceu pelo tempo de cinquenta minutos que foi suficiente para que ela pudesse relaxar um pouco antes de sair para trabalhar.

No intervalo do almoço liga para o Buffet e faz sua encomenda, liga também para Aninha mesmo sabendo que nesse horário a amiga nunca atende. Toma um café e pede um analgésico para aliviar a dor de cabeça que está sentindo devido a noite mal dormida pela qual passara. Rememora lentamente flashes do sonho ruim: “As duas imagens de G se unem e a sufocam, prendendo seu corpo com um abraço e Superboy apenas observa de longe enquanto sua imagem desaparece”… Após engolir o comprimido vai até ao banheiro lava o rosto e vai embora.

Decide encerrar sua carga horária antes do horário por que não estava sentindo-se bem. Desliga o notebook, abre as gavetas mas não tem ânimo para organizá-las, retira as sandálias e o blazer, afrouxa os botões da blusa e deita-se no imenso sofá de couro marrom que fica no mezanino. Ali ela dorme e os pesadelos não a incomodam.

Passaram-se duas horas e ela acorda com o som de seu celular, ouve o som longe e tenta distinguir de onde vem o barulho, com os olhos entreabertos olha ao redor para se localizar e percebe que não está em casa e sim no seu escritório, o celular continua tocando insistente em cima da sua mesa na sala ao lado, ela grita: “Já vai, já vai!” como se isso fizesse ele para de tocar. Quando consegue alcançá-lo ele realmente se cala, olha no visor e tem duas chamadas perdidas: uma do Desejo e outra de Aninha, na dúvida de qual retorna primeiro escolhe fazer isso no caminho de volta para casa. Calças suas sandálias, abotoa os botões da blusa. Confere se estar tudo em ordem na sala, procura suas bolsas e vai embora.

Dentro do carro, enquanto fazia o trajeto de volta para casa liga primeiro para Aninha que não atende, só dar caixa postal para variar. Seguidamente grava um áudio para Desejo: “Oi Superboy, boa tarde quase noite! Desculpa não ter lhe atendido mais cedo, hoje eu estou meio indisposta não tive uma boa noite de sono e acabei esquecendo de lhe enviar o endereço de minha casa. Creio que não seria problemas para você, super-heróis devem vir equipados com GPS e visão ultraperiférica. (risos) desculpe a brincadeira meu endereço é: Avenida Afrânio de Melo Franco, Nº 601 — Leblon, Condomínio da Paz, você vai conseguir se localizar rapidinho, qualquer coisa me ligue. Beijos.”

Chegou em casa cedo, organizou a sala de vídeo, ligou o ar-condicionado, conferiu se o home teather estava funcionado direito, recebeu a entrega do Buffet, verificou a temperatura do Prosecco, organizou as taças e o aparelho de chá, preferiu servir na cozinha mesmo para criar um clima mais intimista e com isso fazer com que Desejo ficasse mais à vontade.

Com tudo em ordem subiu para tomar banho e se arrumar. O banho não foi tão demorado como Volúpia gosta, passou pouco tempo embaixo do chuveiro, compensou a falta besuntando-se de óleo corporal de “cupuaçu”, prendeu o cabelo em coque, passou um batom nude nos lábios. Saiu do banheiro e foi para o closet, lá escolheu uma calçola preta com detalhes de renda e um Dashiki (veste africana) com estampas amarelas e douradas e para calçar uma sandália rasteira na cor preta. Mais confortável impossível. Optou por não usar sutiã, não queria nada lhe prendendo aquela noite, que para ela seria apenas um encontro casual entre amigos sem segundas intenções. Olhou-se no espelho, gostou do resultado e desceu para o andar de baixo.

Conferiu a hora, faltavam vinte minutos para as oito e horas e nem um sinal de seus convidados. Ligou o som e colocou sua música favorita para ouvir: “Segredo” de Tatá Arrasa. Não deu tempo nem de sentar o telefone toca, era o chefe de segurança do condomínio informando que havia um rapaz procurando por ela na guarita, ela autorizou a entrada e foi ao seu encontro. No caminho recebe um áudio de Aninha: “Mil desculpas, mas não poderei ir. Aconteceu um imprevisto e eu preciso resolver ainda hoje. Aproveite o lindo filme, curta a noite e não esqueça: ‘você ainda vai me agradecer’ beijos e boa noite.” A Loba parou indecisa no meio do caminho sem saber se voltava para casa ou continuava, o que diria para Desejo caso desistisse? A sorte estava lançada, olhou para o céu e falou três vezes em seguida: “Obrigado, obrigado, obrigado”. Abriu o portão e mandou o convidado entrar.

Trocaram abraços e beijos no rosto. Ela falou: “Fique à vontade e não repare na modéstia da casa, é simples porém aconchegante.” Pegou na mão dele e o conduziu pela estradinha de pedra até chegarem em casa […]

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Tatá Arrasa

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Letras & Rimas Tatá Arrasa

Tatá Arrasa é Letrista, Ator e escreve no blog: Íntimo & Pessoal. Suas composições inéditas refletem sua sensibilidade. Romance, doçura, versos alegres e descontraídos marcam todos os textos, visite o site tataarrasa.com.br comente e compartilhe com todos. #Composicoesineditas

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Tatá Arrasa é Letrista, Ator e escreve no blog: Íntimo & Pessoal. Suas composições inéditas refletem sua sensibilidade. Romance, doçura, versos alegres e descontraídos marcam todos os textos, visite o site tataarrasa.com.br comente e compartilhe com todos. #Composicoesineditas

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