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Título: A ciclovia Almirante Reis fica, viver Lisboa em cadeira de rodas, ciclovias na Baixa.

Aplauso!

Aplauso para cada um de vocês, queridos lisboetas possíveis.

Não ficaram em casa no dia 19 de Outubro, encontraram tinta suficiente nas vossas canetas para assinar a petição, apareceram muitos e inspirados nas audições públicas para passar claramente a mensagem: a ciclovia Almirante Reis deve ficar.

E ficou. No dia 23 de Março, no Fórum Lisboa, descobrimos que não, não era para acabar a ciclovia. Que não, não vamos ter uma sopa de macarrão pelos bairros. A ciclovia fica no meio da avenida, com uma alteração: as duas faixas passam para o lado descendente.

Este desenho é suposto ser provisório, no formato pop-up, ou seja, com investimento mínimo para ver se assim funciona. Da nossa análise, os arquitetos da CML João Castro e Paulo Pereira apostaram no seguinte:

  1. chatear os condutores que querem passar pelo centro, deixando-lhes com só uma faixa, ainda por cima partilhada com transportes públicos e com limite 30 km/h.
  2. encorajar a saída de veículos, deixando duas faixas no sentido ascendente: uma de 50 km/h e uma partilhada com transportes públicos a 30km/h.

Daqui a pouco vamos descobrir se este plano é capaz de sobreviver o encontro com a realidade. Durante todo este processo percebemos que o carro continua imperioso no topo da pirâmide das prioridades urbanas. Os transportes públicos continuarão sem a própria faixa, entalados, atrasados, humilhados pelos veículos privados. As ambulâncias terão todo o espaço da ciclovia para descer a custo de quem vai de bicicleta, mas não terão espaço de manobra para subir.

Temos duas reuniões marcadas para o dia 7 de abril: com o Ângelo Pereira (vereador da mobilidade), e com a equipa do João Castro (arquiteto responsável pela requalificação da ciclovia Almirante Reis). Vamos propor baixar a velocidade a 30km/h em toda a avenida e insistir na construção de passeios adaptados para a mobilidade reduzida — duas coisas que nos parecem realistas para este mandato. E vamos introduzir a urgência das ciclovias na Baixa: a nossa petição já tem quase 900 assinaturas, e nos podem ajudar a chegar a 1000 partilhando: https://lisboapossivel.pt/peticao_baixa_ciclovias

Nestes 6 meses conseguimos salvar Lisboa da degradação: voltamos à posição zero. Só que assim não basta, é preciso mudar a nossa mentalidade coletiva. Para isso gravamos o nosso novo episódio: com Diogo Martins, que anda em cadeira de rodas e sabe cada pedra da calçada lisboeta. Por favor partilhem este vídeo: a cultura somos nós.

Lisboa já é mais possível.

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