
Sobre a alma do poeta
Das mazelas e dores da alma, a do poeta é a mais fulgaz. Seja no ápice do romantismo, seja na penumbra da solidão, seu desejo é sempre inalcançável. E ele segue cantando suas lamúrias e alegrias até o fim de sua vida. A alma do poeta toca a todas as outras pela exposição de seus mais profundos sentimentos.
É um viajante do mundo sem destino certo. Passeia pela vida cantando seus encontros como um artista circense que desperta o brilho nos olhos daqueles que o assistem na sua pureza e simplicidade.
O poeta coloca nas palavras, aquilo que o pintor colore nas telas, o que o palhaço coloca no rosto, aquilo que o batuque coloca nos pés.