Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo

“Fiquei pensando que poemas são como pessoas. Algumas pessoas você entende de primeira. Outras você simplesmente não entende… e nunca entenderá.”

Eu acho que livros adolescentes podem ser separados em dois grandes grupos: o que você lê quando é adolescente (e aí pra ler depois disso você precisa lembrar de como você era e ler nessa ‘roupagem’, pra não ficar irritado com protagonista doido, por exemplo) e o que você lê e se lembra da adolescência numa nostalgia gostosinha.

…E aí eu separo em dois grupos pra dizer que esse aqui tá nos dois. hahahaha

“Havia um quê de tristeza e solidão no desenho; eu me perguntei se era assim que ele via o mundo ou se era assim que ele via meu mundo.”

Explico: se fosse pra descrever esse livro com uma palavra acho que eu descreveria com “doce”. Os personagens tem uma doçura tão grande que deixam nosso coração quentinho durante toda a leitura… e no fim a gente só sente saudade deles. Ao mesmo tempo, todos os problemas e dificuldades da adolescência também aparecem, mostrando sinceramente como é essa época.

O livro tem uma sensibilidade perfeita pro tema. E, mesmo quem não passou por isso, também consegue se identificar com mil outras confusões adolescentes. Dante é disparado meu personagem preferido, eu gostei muito dele! Ari é o típico jovem introvertido que tem auto estima baixa, e você se identifica com ele em vários momentos.

“Naquela tarde, aprendi duas palavras novas. ‘Inescrutável’… e ‘amigo’. As palavras ficam diferentes quando passam a morar dentro de você.”

A leitura? Super leve e rápida. Você nem vê o tempo passar. É um ótimo livro pra se divertir e ficar com um sorriso no rosto ao terminar. Aliás, é bem clichê. Mas é fofo. :)

“Eu não entendia como alguém podia viver em um mundo mau e não absorver um pouco dessa maldade. Como um cara era capaz de viver sem um pouco de maldade?”