Dez mil céus sobre você

“Na primeira vez que eu viajei para outra dimensão, fui pensando em tirar a vida de alguém. Agora meu plano é salvar uma vida.”

Dez mil céus sobre você é o segundo volume da trilogia Firebird. O primeiro volume é Mil pedaços de você, e eu confesso que nem sabia que era trilogia quando comecei a ler (achava que era duologia). O engraçado é que o primeiro livro tem um final ótimo, eu leria apenas ele e ficaria feliz. hahaha

“Você realmente acredita nisso? Que você está apaixonada por todos os Pauls, em todos os lugares?” “Não acredito, — respondi. — Eu sei.”

Bom, vamos lá então: Marguerite salvou seu pai, descobriu que Paul não é o supervilão que ela achava que seria, e tudo tá bem. Tava, né.

Agora a Tríade resolve que tem que tomar conta da tecnologia Firebird em todos os universos. E, como Marguerite é a viajante perfeita, ela é a escolhida para essa tarefa. Obviamente, ela não aceita a oferta. O que fazem, então? Fragmentam a alma de Paul em quatro partes. Agora ela precisa salvar Paul, e salvar Theo (que está doente pelos efeitos do Furtanoite).

Para a Tríade ficar com a tecnologia do Firebird para si, os outros universos não podem criá-la, certo? Então o pedido é: sabote o projeto dos seus pais nesses quatro universos paralelos, então você pode reunir a alma de Paul e no fim ajudamos a curar Theo.

Não, eu não curti isso aí. O final do livro tem um plot mais interessante que esse, onde não tem isso de fragmentar uma alma e blablabla. Aliás, o livro poderia ser único, achei que isso tudo foi enrolação pra um plot mais legal no terceiro volume.

O que não deixa de ser interessante de modo algum é como a autora cria os universos paralelos: todos eles fazem sentido. Não é um universo paralelo bizarro onde algum personagem mudou completamente de personalidade sem motivo algum. Nesse caso, ponto pra Claudia Gray.

Gostei também da parte ética de tudo isso: você invade o corpo do seu outro eu e faz várias coisas lá, que pode ser que esse seu outro eu não faria. Isso é justo, isso é ético, isso é certo???

Conclusão:

Eu desgostei de muita coisa, não achei legal terem inventado mais tantas coisas. Não gostei do triângulo amoroso. Não acho interessante o plot ser “fragmentar uma alma”, achei muito mais interessante o plot que deixaram pro último volume. Aliás, gosto de romance, mas podia ter menos romance, a parte de sci-fi é muito legal pra se perder dentro de um romance com triângulo amoroso.

Ou seja, acho que Firebird poderia ser apenas o primeiro livro. História única, sem enrolação, sem inventar muita coisa a mais pro enredo. Não sei se vou ler o terceiro, depende da minha vontade quando lançar.