Marcas da Guerra: a vida pós-segunda estrela da morte

“Ele ouviu histórias das Guerras Clônicas, histórias contadas pelo próprio pai. Ele sabe como uma guerra se desenrola. Não são muitas guerras, mas apenas uma, prolongada várias vezes, cortada em pedaços para que pareça mais gerenciável.”

Esses livros do cânone estão bem legais! Já li Estrelas Perdidas e Alvo em Movimento: uma história da princesa Leia, e curti muito. Aliás, a Editora Aleph fez uma linha do tempo bem legal, dá pra se basear nela (apesar de não ter os livros das outras editoras rs)

As tais “dicas” para O Despertar da Força são bem sutis nesses livros que já li, mas aguçam nossa curiosidade de um jeito fantástico. Matamos a vontade de observar mais o Universo Star Wars, e descobrimos um pouquinho sobre o que aconteceu entre o ep. VI — O Retorno de Jedi e o ep. VII — O Despertar da Força. Aliás, Marcas da Guerra se passa entre esses dois eps. E acho que todo fã de Star Wars sempre quis saber “e depois de destruir a segunda Estrela da Morte?”, né?

“Sou velho o bastante para me lembrar de quando a República deu um tiro no próprio pé. Ela não foi dominada pelo Império, ela se tornou o Império. De forma bem devagar, claro; não foi da noite para o dia, mas ao longo de anos e de décadas. A fruta sempre é melhor quando madura. Mas nunca permanece assim: toda fruta estraga, se demora tempo demais para ser colhida. Lembrem-se disso.”

Primeiramente… eu peguei muitas citações. Tem muita coisa legal sendo falada. hahahaha. E dos dois lados: pois o livro mostra o Império pensando “E agora? Perdemos a segunda estrela da morte”, e os rebeldes pensando “E agora? A guerra continua e o Império não é tão fácil assim de derrotar…mas estamos perto!”

“Mas a Estrela da Morte foi nossa ruína. Aquele velho ditado, não coloque todas as suas crianças trabalhando na mesma mina, se aplica aqui. Ter empregado tanto tempo, dinheiro, esforços e gente no ecossistema daquela enorme estação de combate foi uma tolice. Palpatine era arrogante (…) — A arrogância de Palpatine é inegável. Mas também não se pode negar que, sem ela, o Império jamais teria existido, para início de conversa.”

Então, estamos nessa transição Império — Nova República. Aparecem alguns personagens conhecidos como o Capitão Wedge Antilles e o Almirante Ackbar, mas temos como maioria os personagens novos. E eu adorei eles! Temmin tem uma oficina e um droide com um humor maravilhoso chamado Senhor Ossudo. Jas Emari é uma caçadora de recompensas, Sinjir é um ex-agente de lealdade do Império e Norra é mãe de Temmin e também uma piloto a serviço da Nova República (que está dividida entre a galáxia e a maternidade). Do lado sombrio destaco Rae Sloane, uma comandante que é fortíssima!

“O Império prejudicou pessoas próximas a mim. Família. Amigos. Uma garota que eu amava. E não estou sozinho. Todos nós na Nova República, todos nós temos histórias assim. — Ele tosse. Os olhos ficam mareados. — Nós somos a colheita de tudo de horrível que vocês semearam.”

Além desses personagens, temos também umas partes no livro chamadas “Interlúdios”. Eles mostram pra gente as consequências da fragmentação do Império e do surgimento da Nova República. É interessante ver o reflexo da destruição da Estrela da Morte tanto para imperiais quanto para rebeldes. E, claro, há muita gente com dúvida sobre qual lado é melhor.

“O Império é apenas a pele que habitamos, veja bem. Uma casca. Não é apenas uma questão de lei e ordem. É uma questão de controle total. Nós sempre voltaremos atrás disso. Não importa o esforço empregado para nos expelir, nós somos uma infecção dentro dos ossos da galáxia. E sempre avançaremos quando vocês menos esperarem.”

Sendo o primeiro livro de uma trilogia, claro que ainda há muita história pra contar. Vi algumas críticas sobre “não contar nada” mas não entendi por conta disso: é apenas uma introdução, temos mais dois livros! ;)

Minha conclusão é: a Trilogia Aftermath tem muita história pra contar, e começou muito bem!

“Esta não é uma história inspiradora qualquer. Não é mais um conto de um azarão, pobre coitado e pé-rapado, uma luta pugilista onde nós somos o gladiador de bom coração que derruba o regime opressor que o colocou na arena. Eles ficam com essa narrativa. Nós somos aqueles que escravizaram mundos inteiros, repletos de habitantes alienígenas. Nós somos aqueles que construíram algo chamado Estrela da Morte sob a liderança de um velho goblin decrépito que acreditava no “lado sombrio” de uma antiga religião maluca qualquer.”