Mistborn #1 — O Império Final

“Tramas por trás de tramas, planos além de planos. Sempre havia outro segredo.”

Vi muita hype pra cima desse autor. E, obviamente, pra cima dessa série também. Aí resolvi ver do que se trata. Realmente, a hype é super válida!

Só que preciso dizer: eu amei o livro, se tornou um dos meus preferidos do ano. Mas eu quase abandonei ele no começo. Até uns 20% eu estava completamente perdida na história, e aí pensei comigo: ‘ah não, tanta gente gosta, vou ler até pelo menos a metade, se continuar sem entender nada eu paro’. Logo no capítulo seguinte eu já comecei a entender tudo e amar, e não larguei mais até acabar.

Aliás, não larguei ainda, já comecei o segundo livro e vou emendar o terceiro, com certeza.

“Os melhores mentirosos são aqueles que dizem a verdade na maior parte das vezes.”

Como falar desse mundo criado por Sanderson? É muito bem pensado e a magia dele é realmente encantadora. Temos a lenda de um herói que supostamente deveria salvar o mundo das trevas, e temos um imperador super poderoso chamado de Senhor Soberano. A seu serviço temos vários guardas, também muito poderosos. A população é dividida entre os Nobres e os Skaa (claramente, os escravos).

Agora, a parte mágica: os personagens engolem metais e conseguem “queimá-los”. Cada metal tem sua característica mágica, alguns abrandam emoções, outros te deixam mais forte… a maioria dos nobres tem o poder de utilizar esses metais, mas apenas um deles. Há também os “nascidos da bruma”, que dominam todos os 10 metais.

“A crença certa é como uma boa capa, penso eu. Se lhe servir bem, a manterá aquecida e segura. Se lhe cair mal, no entanto, pode sufocar.”

A parte política? O sistema é completamente opressor. E os nobres acreditam que os skaa são burros: maltratam, matam, escravizam, sem nenhum remorso. Temos skaa nascidos da bruma? Sim. Temos skaa com poderes ‘de apenas um metal’? Também. Mas os nobres não vêem isso.

Nossos dois personagens principais são Skaa nascidos da bruma. Kelsier é lider de uma gangue que está disposta a acabar com o Senhor Soberano. Vin é uma garota de 16 anos que não consegue confiar em ninguém pois até hoje só sofreu no submundo.

Todos os personagens são muito bem trabalhados, e você consegue se conectar com cada um. Sanderson, não satisfeito em criar um mundo com magia e um sistema político complexos, também cria personagens complexos e maravilhosos. Além de te enganar.

É, Sanderson conseguiu me enganar completamente. Todas as surpresas da trama realmente foram surpresas pra mim, não consegui desconfiar de nada.

Eu nem acabei a leitura do segundo livro ainda, mas já recomendo fortemente a trilogia toda. Fantasia é meu gênero preferido justamente por isso: esses mundos incríveis que os escritores criam.

“Nossa crença é geralmente mais forte quando deveria ser mais fraca. É assim que a esperança funciona.”