O Coração da Esfinge

O Coração da Esfinge é o segundo livro da série Deuses do Egito. Resenha do livro 1 aqui.

“ — O que há de errado Lily? — O que não há de errado?, pensei.”

Separei esse diálogo só pra colocar aqui mesmo. Minha pergunta é: O que há de errado, Colleen Houck? (ou a minha resposta pra ela pode ser “o que não há de errado? rs)

Enquanto AMEI a Maldição do Tigre, estou decepcionada com Deuses do Egito. Vamos lá: o primeiro livro eu gostei, mas não foi o suficiente pra me apaixonar pela história. Esse aqui, li esperando que fosse melhorar até que ele acabou e eu fiquei com ‘cara de tacho’, ainda na espera da melhora.

“Não sou mais. Você não é mais. Renascemos. Somos esfinge.”

Lily é uma personagem chata. Muito chata. Ela não sabe o que quer, sempre depende da opinião dos outros para se decidir. Ela larga tudo pra ir atrás de Amon, e no meio do caminho duvida de seus sentimentos, e aparece o maravilhoso (só que não) triângulo amoroso.

Aí, enquanto Lily diz que tem medo dos pais, medo das responsabilidades de uma adolescente, medo, medo, medo… ela simplesmente dá ‘aloka’ sai atrás de Amon. Sem falar pros pais, sem pensar nas consequências… e conversa com Deuses, DISCUTE com Deuses… falando em deuses:

“As estrelas são instáveis demais quando se trata de revelar segredos, até mesmo para os deuses.”

Os Deuses egípcios são interessantes demais, tem muitos Deuses, muitas lendas, muita coisa pra conseguir contar uma boa história. Mas, aqui, Colleen apenas mostra os Deuses como aqueles que criaram os humanos e que ‘se aproveitam’ de alguns para arrumarem as cagadas que eles fazem.

Então, vou finalizar aqui com uma observação que não pode ser esquecida: a escrita de Colleen continua maravilhosa…apesar de não ter gostado nada do que ela fez com a história, eu continuei lendo porque a leitura é fluida e leve, e as descrições que ela faz são muito boas.

Se eu vou ler o próximo? Duvido muito.