Rainha de Copas: esperava mais.

Como começar? Preciso dizer primeiramente que minha história infantil preferida de todos os tempos para sempre e sempre é: Alice no país das maravilhas e através do espelho. Eu faço coleção de edições diferentes, amo amo amo. Então, obviamente, esse livro me interessou — e muito!

Se eu gostei? Acho que de 0 a 5 dou uma nota 3. Há muitas coisas legais que a autora faz, mas acho que ela se perdeu muito. Vamos começar com uma citação grande de uma parte que gostei:

“Existiam quatro divisões dos homens chamados de Cartas, cada uma servindo a um propósito no reino. Cartas de copas, homens lindos e habilidosos, uniformizados de vermelho e branco, que protegiam a família real e o palácio. Cartas de paus, vestidos de cinza, eram encarregados da administração da justiça: eles puniam os criminosos e assassinos, e organizavam o Dia da Execução. Sua função mais importante era gerir as Torres Negras. As Cartas de Ouros, vestindo capas roxas vibrantes, protegiam e administravam o tesouro, e buscavam aumentar os recursos do Rei. E, então, existiam os Espadas. Espadas eram os guerreiros, encarregados de lutar e saquear. Os Espadas assustavam Dinah; vestidos de preto, eram homens duros e obscuros, com um passado perigoso. Eram vistos como brutais, sanguinários e não eram dignos de confiança. Se criminosos se recuperassem e jurassem fidelidade, poderiam se juntar aos Espadas; isto é, se eles não morressem nas Torres Negras primeiro.”

SENSACIONAL explicar sobre os naipes das cartas desse modo, achei lindo! Só que aí já aparece também minha primeira crítica. O nome da Rainha (que no livro ainda é princesa) é Dinah. Sim, o nome da gata da Alice! Poxa, existem tantos nomes… hahahaha

O conselheiro do rei é Cheshire, e ele assusta Dinah. Isso achei demais também! Muito bem pensado e muito bem colocado. Porém, já vem outra coisa ruim pra contar: o irmão de Dinah é o Chapeleiro Maluco! Ele é seu irmão mais velho e doido. E acontecem coisas com ele que eu não curti, não curti MESMO!

“É triste, Dinah pensou enquanto olhava para o alto, seu capuz caindo para trás na nuca, que loucura e genialidade tenham sempre se misturado neste quarto.”

O pai de Dinah sempre a tratou muito mal, e ela é MUITO boazinha. Ela sofre querendo a atenção e o amor do pai. O livro acaba pedindo por uma continuação. E sem explicações de como essa adolescente boazinha virou nossa querida Rainha de Copas — CORTEM A CABEÇA!

Enfim…eu fiquei curiosa para saber o que acontecerá, apesar de não ter curtido muito.