Star Wars: Antes do Despertar

“- Lembro dos meus pais falando como era a vida sob comando do Império, general. Diziam que o medo era como uma nuvem em todo lugar, que era tão denso que dava… dava para senti-lo. Eles costumavam dizer que antes da Rebelião…Diziam que dava para ver a desesperança nos olhos de todos.”

Antes do Despertar faz parte dos livros cânones de Star Wars. Já li vários deles, e clicando vai pra resenha: Um novo amanhecer, Tarkin, Han Solo e Chewie, Leia, Luke, Marcas da Guerra, Estrelas Perdidas, Herdeiro do Jedi, Lordes dos Sith.

Quando vi que esse livro seria lançado, morri de curiosidade! Afinal, o que raios aconteceu antes d’O Despertar da Força? Acho que é a maior curiosidade dos fãs da franquia Star Wars. Dá pra matar a curiosidade? Dá. Não, não tem nada super relevante, justamente porque acho que o relevante vai pro filme. Mas a gente conhece melhor esses três personagens: Finn, Rey e Poe — e eu adorei ver mais deles!

FINN

“(…) eles tinham criado apelidos. Diante dos oficiais, especialmente a capitã Phasma, sempre usavam a designação apropriada, claro.”

Eu tô adorando descobrir mais sobre os stormtroopers. A gente sempre acabou vendo eles como, sei lá, um robô que atira. Eu, pelo menos, nunca pensava “eita, ele é um humano com essa armadura toda aí, deve ter família, amigos, etc”.

Aqui a gente pode ver um pouco da organização da Primeira Ordem e de como é o treinamento dos Troopers. Também dá pra sentir como Phasma trata todo mundo, como é conviver com um monte de gente que foi tirada da família pra sofrer uma lavagem cerebral e lutar pela Primeira Ordem.

Obviamente, esse conto do Finn mostra como ele realmente é diferente dos outros. Adorei ver mais da sua empatia e personalidade, ver que desde antes dos acontecimentos do filme, ele se importava e gostaria de saber sobre o que realmente está rolando na galáxia.

“Para seus instrutores e colegas, ele era um dos melhores stormtroopers já vistos. Era tudo o que esperavam dele: leal, obediente, corajoso, esperto e forte. Não importava o teste, FN-2187 com certeza pontuaria entre os melhores dos melhores. Assim, ele era FN-2187, caminhando bem para se tornar o stormtrooper ideal da Primeira Ordem. Pelo menos era isso o que todos pensavam. Todos, menos o próprio FN-2187.”

REY

“Não tinha medo da violência. Não gostava, mas não tinha medo. Era uma parte necessária para a sobrevivência em Jakku.”

Sabe aquela personagem que parece que nasceu pra se dar mal? Essa é a Rey. O conto dela me fez admirá-la ainda mais. E também morrer de raiva da galera de Jakku. hahaha

Legal que mostra mais do dia-a-dia dela antes dos acontecimentos do filme, como ela passava o tempo, como enfrentava tempestades, etc. Muito bom!

“(…) Contudo, uma vez achara nos destroços de um transporte série Zephra um monte de chips de dados e, depois de examinar meticulosamente cada um deles, descobrira três com a programação intacta — um deles, para o deleite de Rey, era com um simulador de voo.”

POE

“Até então, Poe tinha imaginado perseguições aéreas como demonstrações perfeitas e brilhantes de luz, velocidade, graça e perspicácia. Imaginara stormtroopers como armaduras vazias, não com homens e mulheres dentro. A perda da mãe trouxera a morte para a vida dele de uma forma que nunca pudera conceber antes.”

Poe é filho de gente importante, sempre esteve ligado com a resistência. Ele voa bem, ele luta pelos seus ideais, ele é dedicado… enfim. Aqui a gente consegue ver mais da sua personalidade e também dos seus sentimentos. Sim, Poe luta por uma galáxia melhor, mas sofre pela morte da mãe, sofre pelo pai, pelos amigos…

Confesso que foi onde peguei mais citações. E acabei me interessando mais também, pois mostra como Poe entrou na Resistência e como ela funciona, quem tá lá, etc.

Sim, esse livro vale a pena! :)

“Ela era mais velha que Ematt e seu cabelo estava preso em tranças firmes na cabeça. Alguma coisa nela fazia parecer que não preenchia o espaço mas o comandava. Estava de uniforme, mas não era exatamente o da República. Parecia que tinha começado a ser feito assim e, em algum ponto, houvera uma mudança em favor da operacionalidade, em vez dos aspectos cerimoniais. A beleza dela era inquestionável, quase majestosa.”