The Kiss of Deception

“E se a gente não pode confiar em uma pessoa no amor, não se pode confiar nela para nada”

Vou começar essa resenha falando sobre Lia: Princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha da Casa de Morrighan. Quase uma Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome. hahahahaha

Okay. Eu estava com expectativas altíssimas, pois a Darkside Books fez um trabalho sensacional na divulgação desse livro. E o que aconteceu? Ele superou minhas expectativas!!!!

“Roupas esfarrapadas? (…) Unhas lascadas? Isso não é o bastante para disfarçar o que está dentro de você. Você sempre será você, Lia. Não há como fugir disso.”

Temos cliches? Obviamente, sim: um casamento arranjado, uma princesa que não quer mais ser princesa, um príncipe lindo e leal, um assassino com personalidade marcante…. Mas aí Mary E. Pearson joga na sua cara que dá pra te surpreender, sim.

“A chuva é tão amiga quanto inimiga, dependendo em cima de quem ela cai.”

Quis começar falando de cliche pois apesar de me interessar pela história, a primeira coisa que pensei foi: ah, é uma princesa fugindo, tá. ¯\_(ツ)_/¯ Mas não, o livro não é só isso: primeiramente, os capítulos são divididos entre Lia, o assassino, o príncipe e… Rafe e Kaden, que são o assassino e o príncipe (e esses são seus nomes)
(…)OI?

É exatamente isso: você fica tentando descobrir quem é o príncipe, quem é o assassino. Como Rafe e Kaden, a autora mostra a relação deles com Lia. Como Assassino e Príncipe, ela mostra seus ‘interesses’ para com Lia. E, sim, a autora me pegou, pois eu só descobri lá pra perto do fim do livro mesmo.

“(…) A escolha foi feita por mim, respondi. Deste momento em diante, para o bem ou para o mal, esse é o destino com que terei que viver.”

Adorei a escrita de Mary E. Pearson. E o mundo que ela criou é muito interessante. Temos uma magia que se manifesta nas ‘primeiras filhas’ — mas não em todas. Elas ficam com um ‘sexto sentido’, notando coisas que podem acontecer, tendo intuições certeiras, etc. O Dom da Visão. E Lia é uma primeira filha, certo? E é legal que descobrimos sobre a lenda juntamente com a princesa: a novidade aparece ao mesmo tempo para a personagem e para o leitor.

“Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo a grandeza.” |“Algumas coisas duram.”|Encarei-o. “É mesmo? E exatamente que coisas seriam essas?”|“As coisas que importam.”

Enfim… o que mais posso dizer? Estou ansiosa pela continuação e gostei demais da personalidade de Lia. Em apenas um livro ela já evoluiu bastante, e adoro quando o autor evolui bem assim seu personagem.

“Mas lembre-se, criança, que todos nós podemos ter a nossas próprias histórias e os nosso próprios destinos e, às vezes, uma sorte aparentemente ruim, mas todos também fazemos parte de uma história maior. Uma história que transcende o solo, o vento, o tempo… e até mesmo nossas próprias lágrimas.”