Wonder Women

“É claro que existiram mulheres incríveis, talentosas e bem-sucedidas desde que os seres humanos começaram a pintar em pedras com as mãos (ou com os pés). Ainda assim, de alguma forma, nós nunca parecemos ouvir nada sobre essas heroínas dignas de atenção.”

Wonder Women é um livro muito bom. E, ao mesmo tempo, dá uma certa agonia. Pois somos apresentados a várias mulheres inventoras maravilhosas, e deveríamos ter ouvido MUITO o nome delas. A gente simplesmente nunca ouviu falar. Sim, pra mim a palavra certa é agonia. Dá agonia imaginar que tem tanta gente inteligente no mundo, fazendo coisas incríveis…e, quando essa pessoa é uma mulher, ela é silenciada. Ou um homem vai lá e pega todo o crédito pra ele.

“Nas palavras dela, homens e mulheres ‘eram todos pessoas que têm os mesmos motivos para estudar’. Certíssima, Zhenyi. Será que você poderia gritar isso um pouco mais alto, de modo que chegue no século XXI?”

Uma das coisas que eu mais gostei da leitura é que Sam Maggs faz com que pareça uma conversa entre amigas. Sabe aquele livro que você termina achando que tava só batendo um papo com alguém muito legal? É exatamente assim.

Ela separou as histórias em capítulos sobre ciência, medicina, espionagem, inovação e aventura. Não quero destacar nenhuma moça pois acho que todas as histórias valem a pena serem lidas. Recomendo fortemente a leitura desse livro pra todos os seres humanos.

“Quanto mais eu pesquisava para escrever esse livro, mais eu sabia que as histórias dessas mulheres tinham de ser contadas para o bem de todos os seres humanos, em toda parte do mundo.”

No apêndice, Maggs fez uma lista com vários projetos maravilhosos que estão em andamento. Mas, obviamente, não tem nada aqui no BR, né. E, aí, nesse ponto, eu tenho uma crítica negativa. A editora poderia procurar alguém interessado o suficiente pra fazer uma lista lindeza dessa com projetos brasileiros, né?

Eu, por exemplo, conheço alguns voltados à tecnologia, apenas. Como o PrograMaria e o Pyladies. :)

“Porque representatividade é importante. E nós, moças, precisamos de inspiração de verdade para a próxima vez em que estivermos duvidando de nossa capacidade de inventar alguma coisa, da próxima vez em que estivermos com medo de aprender a codificar, da próxima vez em que sentirmos como se simplesmente não tivéssemos um lugar no mundo.”