As marcas do tempo: pontos históricos no primeiro trecho

Rio Jequitinhonha, pontes coloniais e Caminho dos Escravos são surpresas do percurso.

Chegamos ao Rio Jequitinhonha, que nasce na Serra do Espinhaço e percorre 920 km até o Oceano Atlântico. Seu nome significa Rio Largo e cheio de Peixes, na linguagem indígena. No período colonial, era conhecido como rio das Virgens. Suas águas foram e ainda são de importância vital para os moradores da região, que dela tiram seu sustento, seja no artesanato, na agricultura ou na pescaria.

A ponte e o calçamento com estilo colonial eram bastante utilizados pelos tropeiros da região no século XVIII. Nesta época, eles tinham grande importância econômica para o país e para a região, no comércio de animais e alimentos.

No século XIX, os diamantes extraídos do rio eram levados de Diamantina ao distrito de Mendanha pelo Caminho dos Escravos. Esta trilha de 20 km foi construída por escravos sob ordens do Desembargador Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt, conhecido por Intendente Câmara. O local é um dos favoritos dos turistas pela memória que preserva e por proporcionar vistas espetaculares.
 
 Para saber mais e montar o seu próprio roteiro, acesse o site do Instituto Estrada Real.