#PAPAIABORDO — Que sorte a nossa!

A Carina só volta a trabalhar em janeiro do ano que vem. Enquanto isso, sei que preciso dar a maior força pra ela, do jeito que for possível. É um papo que eu preciso ter com a Charlotte porque, sério, como é que a gente vai fazer isso juntos?

É lindo o exercício de ser mãe, mas dá trabalho, né? São, no mínimo, seis trocas de fralda por dia — e algumas delas durante a madrugada. Só o ato de amamentar, cara, deve ser exaustivo para caramba. Imagino que seja como uma troca de rotina de exercícios na academia, só que toda hora! Fora a falta de sono, aquela tensão de deixar o bebê sozinho (será que tá respirando?), tentar identificar o choro (será fome? Sono? Sujo? Frio? Calor?). Meu Deus, ela realmente precisa de toda atenção e carinho agora.

Eu sei que tem uma porção de mães que chegam a ficar tristes, depois que o bebê nasce. E, agora que estou vivendo isso de perto, acho que tá longe de ser algo relacionado à infelicidade: acho que é só medo de não dar conta, sabe? De não ser uma mãe perfeita.

Ela tem me dito que quer voltar a ficar bonita. Como se ela já não fosse. Como se não estivesse sempre linda. Já falei isso pra ela mil vezes. Aliás, ainda bem que a minha pequena se parece mais com ela do que comigo!

Já sei. Hoje eu vou chegar em casa, aproveitar que a pequenina presta bastante atenção na minha voz e arregala aquele olhão quando eu falo e dizer:

Filha, guarda essa pra sempre: que sorte temos, eu e você, por a mamãe estar sempre aqui com a gente.


Rafael Brunhara tem 33 anos e é pai de primeira viagem da Charlotte. No mês de agosto, ele vai compartilhar cada momento, descoberta, angústias e felicidades com todos os clientes Localiza.