Quem tem medo de fantasma?

Saiba quais são as cidades completamente desertas durante nosso caminho

Nossa jornada também passa por locais que, além de bonitos, são bastante curiosos. Não por nenhum acontecimento sobrenatural, mas por proporcionarem ao viajante uma experiência incomum: visitar uma vila fantasma.

O povoado do Biribiri é um dos principais atrativos de Diamantina. Lá tem cachoeiras lindas, inúmeras inscrições rupestres e… Nenhum morador! Ok. Na verdade, estamos exagerando um pouco. Vamos explicar.

A vila foi construída em 1876 por dom João Antônio dos Santos para abrigar os funcionários de uma fábrica de tecidos, uma das primeiras. Em seu auge, acredita-se que Biribiri abrigava mais de 600 pessoas. Agora são cerca de 30 moradias, uma igreja, uma escola e um clube que foram desativados após o fechamento da fábrica, em 1972. Durante a semana, não mais do que cinco famílias vivem ali. Nos fins de semana, no entanto, a região ganha vida com os turistas, que vêm aproveitar as quedas d’água. Quem for corajoso pode até se hospedar em uma das antigas casas dos operários. Quem topa?

E se você acha que uma é pouco, duas vilas fantasmas ficam melhor ainda, não? Alguns quilômetros à frente, você vai passar por mais um vilarejo fantasma: a Vila da Capelinha. Situada a 18 km de Serro, no alto de uma montanha, fica desabitada a maior parte do ano.

Lá fica o Santuário de Nossa Senhora das Dores, destino de uma peregrinação anual dos devotos da santa católica. Em volta do templo, encontram-se cerca de cem casinhas, que servem de moradia durante as festividades religiosas, que costumam durar uma semana e ocorrem todo mês de julho.

Curiosidade: as casinhas pertencem à paróquia. Apenas uma edificação pode ser considerada uma residência fixa: o lar de Maria do Amparo Silva Santos, seu marido e seu filho — os únicos moradores de Capelinha.