A bolha social que os nazistas viviam no filme O menino de pijama listrado

Cenas do filme O menino de pijama listrado

A partir do momento em que aceitamos como verdade uma ideologia ou crença automaticamente entramos numa bolha social, pois passamos a procurar nos manter informados sobre o assunto, e de preferência sobre o nosso ponto de vista, induzindo as pessoas que convivemos a entrarem na mesma bolha que a nossa.

Por estar tão envolvido com o assunto temos dificuldade de perceber o ponto de vista de quem tem opinião contrária a nossa. No filme “O menino de pijama listrado” vimos como os pais de Bruno (que são nazistas) o insere dentro da ideologia deles, mesmo ele não sabendo o que esse movimento defende.

SINOPSE

Capa do filme O menino de pijama listrado

Na Alemanha, durante a segunda guerra mundial, o menino Bruno de 8 anos de idade, filho de um oficial nazista, se muda com seus pais para uma fazenda ao lado de um campo de concentração.

Deixando uma espaçosa mansão na cidade e longe de seus amigos, Bruno começa a explorar a mata ao lado de sua casa, até que em uma de suas aventuras se depara com um grande murro que limita a fazenda e o campo de concentração.

Além de descobrir um lugar novo, Bruno encontrar uma menino chamado Shumel, que sempre está vestido com um pijama azul listrado, com o tempo eles se tornam amigos, porém estão sempre separados pelos muros, mas esse detalhe não impede o Bruno de criar uma amizade com Shumel, para que os dois possam brincar juntos enquanto seus pais trabalham.

TRAILER

Desculpa, o único trailer disponível no Youtube era de baixa resolução.

FICHA TÉCNICA

Título original: The Boy in the Striped Pyjamas
Ano: 2008
Produção: Miramax Films, Heyday Films
Direção: Mark Herman
Elenco: Asa Butterfield, Vera Farmiga, David Thewlis, Jack Scanlon, Rupert Friend, David Heyman, Jim Norton, Richard Johnson, David Hayman.
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA, Reino Unido

O que é uma bolha social?

O termo “bolha social” significa quando nos isolamos em um ciclo social o qual todos possuem o mesmo comportamento, o mesmo estilo de vida, as mesmas opiniões e as mesmas crenças.

Você pode pensar que não vive em uma bolha social, mas levanto a seguinte reflexão: quais são as informações que aparecem no seu feed de notícia nas redes sociais? Para se ter uma ideia até o buscador do Google mostra matérias diferentes para diferentes usuários, tudo isso por causa do “algoritmo seletivo” que tem a função que nós mostrar exatamente aquilo que gostamos de ver, evitando que o usuário tenha suas crenças e valores contrariados e acabe tendo uma experiência negativa no site.

A bolha social também mantém a pessoa inserida num universo paralelo dando a impressão que todos ao seu redor concordam com suas ideologias e crenças, fazendo com que aqueles que possuem uma percepção contrária esteja errado, pois vários indivíduos que estão a sua volta concordam com o mesma opinião que a sua.

A bolha social também tem o seu lado escuro, pois como várias pessoas concordam com a mesma opinião, passamos a achar que a nossa ideia de mundo é a correta, e que as demais são erradas. Na vida real (deixando os algoritmos seletivos das redes sociais de lado), percebemos que as pessoas não tem mais tolerância para conversar sobre assuntos que contrariam a sua concepção de mundo, o que resulta num calorosos debates sobre temas que são singulares como política, religião e futebol.

Cena do filme O menino de pijama listrado

Podemos fazer uma analogia com o que aconteceu com a segunda guerra mundial, onde o Hitler inseriu a maioria dos alemães numa bolha social afirmando que o mundo precisava mudar e que isso dependeria somente deles para limpar todas as pessoas “impuras” do planeta. Mas, não se deixe enganar pois essa ideia do Hitler não surgiu do nada, temos que recordar de como terminou a primeira guerra mundial, onde a Alemanha sofreu grandes perdas e tendo o seu país dividido proporcionando quase duas décadas de tempos difíceis aos alemães, e durante todo esse tempo os alemães foram alimentando o sentimento de injustiça, além do orgulho ter ficado ferido.

A partir dessa situação é que o Hitler, sendo um líder nato, conseguiu mobilizar toda uma nação para abrir guerra contra a Europa.


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