Mãe e filha: amigas e colegas de profissão

Isabel é professora da filha


“Ser mãe é uma dádiva, e eu posso dizer que não só ensino como aprendo muito com a Isadora. Nossa relação é muito boa e somos melhores amigas”.

Isabel Francescantonio, professora do curso de Medicina


O cotidiano de mães batalhadoras que amam o que fazem e exercem a profissão com dedicação acaba influenciando positivamente a trajetória dos filhos. Esse é o caso da médica e professora, Isabel Francescantonio, do curso de Medicina da PUC Goiás, que é mãe e professora da estudante do 5º período do curso, Isadora Francescantonio.

“No nosso dia-a-dia, nunca reclamamos da profissão que exercemos (o marido e professor, Paulo Francescantonio, também é médico). Acho que isso influenciou Isadora a enxergar a medicina com outros olhos. Mas sempre deixamos claro que ela poderia escolher a profissão que desejasse”, ressalta Isabel.

Para ela, a experiência de exercer os papéis de mãe e professora são privilégios, uma vez que ao ensinar, a relação aluno-professor se assemelha com a relação que ela tem com a filha dentro de casa. “Sou mãe de muitos aqui e é claro que desenvolvemos uma boa relação com nossos alunos. Muitos estudantes nem sabiam que a Isadora é minha filha, porque realmente não há diferença na maneira como a trato em sala de aula. São todos estudantes”.

No caso de Isadora, como filha, desde que se entende por gente, medicina foi um assunto discutido em rodas de família — não é a toa que sua mãe é professora há mais de três décadas. Houve uma época em que a Isadora dizia que lá em casa só se fala nesse assunto. “Nós amamos o que fazemos e sempre demos a ela abertura para discutir o que ela quisesse conosco”, ressalta a mãe.

O mais interessante na história de Isabel e Isadora é perceber essa cumplicidade em diferentes aspectos da vida: são amigas que trocam confidências e ajudam uma à outra, estabeleceram relações como professora e aluna porque discutem os dilemas da profissão e em um futuro próximo serão também colegas de profissão — trocando informações e colaborando uma com a outra. “Ser mãe é uma dádiva, e eu posso dizer que não só ensino como aprendo muito com a Isadora. Nossa relação é muito boa e somos melhores amigas”.

Um dos dilemas mais impactantes na história delas foi o processo de aprovação no vestibular. Isadora foi aprovada em outras universidades fora de Goiás, mas sua mãe desejava que a filha fizesse o curso na PUC Goiás, para que os pais pudessem ajuda-la no processo de estudo. “Medicina é um curso muito pesado e sei o quão importante é ter a mãe por perto. Eu tive minha mãe muito próxima de mim durante meus estudos e sei que é fundamental”, ressalta Isabel.

O desejo da mãe acabou se unindo aos projetos da filha, que foi aprovada na PUC Goiás logo após concluir o ensino médio. É quase um clichê dizer que mães estão sempre certas, mas nesse caso, a experiência da mãe se provou correta: “Tem dias que conversamos na cama, muitas vezes sobre os dilemas enfrentados no dia-a-dia, e ali acabamos dormindo abraçadas”, revela Isabel.

No final das contas, é sempre bom ter a mãe por perto — mãe amiga, professora, confidente e sempre presente para deitar na cama e dividir conosco angústias e felicidades. “Eu sempre digo para a Isadora que eu sou a melhor amiga que ela terá, porque mãe não julga, mãe está sempre ali pelos filhos”.

Às mães professoras e companheiras, um Feliz Dia das Mães!

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