(you alone can destroy me just fine)

O raciocínio tira do Homem a natureza do pé calcado em inconstantes raízes: a certeza sensível. A sensibilidade tira de Mim a capacidade de te moldar em Meus sonhos diluídos em pó. Pó da terra. Poeira, dizem. Lama.

Noite passada o que o discurso de minha mãe afeta de modo a levar o que há de Mim no eu próprio além de mim está escondido entre suas palavras e gestos e neologismos e orgulhos e pratos quebrados e eu e ela e bolsas e chinelos e a margarida que acabou de brotar lá fora e trabalho e o Pai e o Filho e a Porra do Espírito Santo.

Noite retrasada, enquanto os cacos de vidro do copo que acabou de cair lá fora se fincavam nos cincos dedos de Minha mão, o Pai se reembrigava de nada de novo, mas desta vez a água que caía por dentro manchando o teto não surtia efeito nenhum. Não o impedia, entretanto, de encarar o Absoluto como quem encara o café amargo morno, néctar de mim ou da Minha vergonha.

Mês passado eu tinha dezoito anos, e no seguinte os dezesseis me vestiam como quem calça o sapato mais desejado do centro de São Paulo. Minha igual se torna Eu e não à mim mesmo e esta é a Minha Vergonha. O amor não encaixa mas satisfaz. Este é o meu concreto suave.

O que Lembro por alto é o f e v e r e i r o​ que quis morrer reviver desmaiar e por vaidade Me sentar. Não te esqueça o lar assombroso. Cante sem me olhar. Saia daqui mas não deixe. Eu não sou como você, Orfeu.

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