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A Mulher do Capote — De Traje Tradicional a uma Marca de Licor

Foto: Edição Postal

O Capote e Capelo é um traje característico da indumentária açoriana e foi, durante muito tempo, o traje tradicional da mulher. Aos poucos, caiu em desuso, transformando-se numa pitoresca curiosidade histórica. Hoje em dia, a Mulher de Capote é uma marca de referência nos licores açorianos.

O característico “Capote e Capelo” faz parte da identidade social e cultural dos Açores e consistia em duas peças separadas, ambas feitas de pano inglês grosso resistente, azul escuro ou preto, que cobriam completamente o corpo de uma mulher, permitindo apenas um vislumbre do seu rosto.

O “Capote” era basicamente um capa rodada que chegava até aos pés; o “Capelo” era a larga cobertura da cabeça, suportada por um arco, feito de osso de baleia, e por um forro de cânhamo, que lhe assegurava a forma e a consistência.

A sua origem é pouco conhecida: para alguns, foi importado da Flandres, para outros, é uma adaptação de mantos e capuchos que estavam na moda em Portugal nos séculos XVII e XVIII. O certo é que durante muito tempo foi o traje tradicional da mulher açoriana.

Foto: José Pacheco Toste | Instituto Cultural de Ponta Delgada/Coleção Fotográfica Digital/PT/ICPD/CFD.00912

O Capote e Capelo era um conjunto que se herdava, passando de geração em geração, e, por vezes, servindo toda a família. Peças obrigatórias do dote da noiva, serviam também como traje de noivado. Por isso, para as mulheres mais pobres, a grande ambição era possuir um capote e capelo.

Foi utilizado por mulheres em todo arquipélago, até meados do século XX. A sua configuração variava de ilha para ilha. O capelo de maiores dimensões era típico das ilhas do Faial e de Santa Maria. O do Faial tinha a forma extravagante de uma cunha sobre os ombros, que se projectava para a frente por mais de um palmo. O de São Miguel era mais comprido para trás.

Ao longo do tempo, a imagem da “mulher de capote e capelo” foi representada e difundida em diversos suportes e tornou-se um elemento identitário das vivências e da cultura açoriana.

Na ilha Terceira, as mulheres utilizavam uma alternativa ao Capote e Capelo. Chamava-se Manto. O Manto era composto por uma saia preta e por um manto propriamente dito, que funcionava como uma espécie de capuz, forrado com um papelão, que cobria a mulher da cintura para cima, com uma abertura à frente.

Foto do Manto utilizado na Ilha Terceira

Licores “A Mulher de Capote”

O Capote e Capelo esteve na base de inspiração para a criação da marca “A Mulher de Capote” da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos, Lda. Fundada em 1993, mas com uma experiência acumulada desde 1936, esta empresa familiar dedica-se ao fabrico e comercialização de bebidas alcoólicas.

A fábrica encontra-se localizada em São Miguel, na cidade da Ribeira Grande, e conta com presença comercial em três continentes. Dedica-se à produção de licores de frutos naturais, aguardentes e outros produtos alcoólicos.

Presente no mercado horeca, comércio tradicional e distribuição moderna, a Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos é detentora das marcas “Ezequiel”, “Mulher de Capote”, “Queen of the Islands”, “Goshawk Gin” entre outras.

Logo “A Mulher de Capote” | Foto: Eduardo Ferreira & Filhos

Um dos produtos mais conhecidos da fábrica Eduardo Ferreira & Filhos é o Licor de Maracujá Ezequiel, que já foi galardoado com 6 medalhas de ouro internacionais pela sua qualidade. A gama de licores “A Mulher de Capote” apresenta um leque variado de sabores, desde licor de amora, banana, ananás, leite, que são apresentados em garrafas muito próprias, identificativas desta fábrica de licores.

Recentemente, a fábrica de licores Eduardo Ferreira & Filhos lançou a linha de gins “Goshawk”, com os sabores tradicional premium, maracujá, tangerina e, como não poderia deixar de ser, de ananás. São gins produzidos com produtos açorianos, de elevada qualidade, e que devem ser conhecidos.

Para além destas linhas, a Eduardo Ferreira & Filhos também comercializa uma aguardente “velhíssima” e a linha “Queen of the Islands”, com os seus licores de chocolate, natas, morango, arroz doce e, mais recentemente, licor de “Queijada da Vila”, com um sabor inspirado no das tradicionais queijadas da Vila Franca do Campo.

Algumas bebidas produzidas pela Fábrica Eduardo Ferreira & Filhos | Foto: Made in Azores

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Se conhece alguém que goste de produtos açorianos, por favor, passe a palavra.

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