Meu Top 5 de JRPG's

Os RPG’s japoneses são um dos meus gêneros favoritos. Existe uma beleza nas estórias super dramáticas, ambientes fantasiosa, design de personagem extravagante e sistema de batalha mais “parado” que me fascina. Fiz uma lista com os meus cinco títulos preferidos. Lembrando que esta é minha opinião pessoal, e que ela não está escrita em pedra. Talvez exista algum JRPG que eu goste mais que estes, mas eu ainda não o joguei, então sua indicação seria bem vinda.

A lista está ordenada por data de lançamento.

Final Fantasy VI (Super Famicom — 1994, SquareSoft)

Final Fantasy VI

O último jogo da Geração Nintendo da série mais famosa da Square é o que mais me marcou. Os quatorze personagens controláveis compõem um sistema de batalha bastante divertido e diverso, sem contar que o nível de expressividade que seus sprites transmite é que ainda impressiona nos dias de hoje. Praticamente todos possuem uma estória interessante, que toca em temas como amor, família, identidade e até mesmo depressão.

O motivo do sexto capítulo estar acima dos demais, inclusive do famoso sétimo, deve-se justamente a este cast magnífico e uma aventura cheia de momentos inesquecíveis, como a famosa ópera e o trem fantasma. Não podemos esquecer, é claro, do maior vilão de toda a série, o palhaço Kefka.

Pokémon Silver (Game Boy — 2000, Nintendo) / Pokémon SoulSilver (DS — 2010, Nintendo)

Pokémon Silver / SoulSilver

A primeira geração de Pokémon já era um grande feito no Game Boy original, o que faz de (Gold e) Silver algo ainda mais impressionante. Já não bastasse cem novos bichinhos, a nova aventura ainda se passa em uma região totalmente nova, Johto, porém mantendo Kanto acessível. Esta é a única vez (que me recordo) na qual pudemos conquistas 16 insígnias, o dobro do restante da série. Novas funções como ciclo de dia/noite e melhorias do status Special, além de dois novos tipos e 100 novos pokémon, fazem deste um dos maiores marcos para Pokémon.

Não é de estranhar que SoulSilver é, automaticamente, um jogo excelente, mas há diversas adições que fazem valer a pena jogar esta versão. De forma geral, qualquer escolha é acertada. É a aventura mais balanceada de toda a série, que por sua vez é excelente.

The World Ends With You (DS — 2007, Square Enix)

The World Ends With You

A Square Enix passou um bom tempo aproveitando a segurança de suas série famosas e raramente investia em novas idéias, mas The World Ends With You marcou por ir em direção totalmente oposta ao que empresa era acostumada. Seguindo a regra da Atlus, TWEWY se passa em Tóquio, numa realidade semelhante à nossa, onde a moda é cíclica e efêmera e os adolescentes passam por depressões e crises de identidade. A estória é super original, com personagens intrigantes e mistérios que vão ecoar até depois do rolar dos créditos, além de uma ambientação e visuais de dar inveja em qualquer um.

Mas o verdadeiro show fica nas mecânicas de jogo. Os personagens usam roupas de diferentes grifes para melhorar atributos, sendo que valor cíclico da moda define em qual região tal equipamento vai funcionar melhor. Isso requer que o jogador esteja sempre prestando atenção no que está usando, nunca tendo um conjunto que seja sempre melhor que os demais. A cereja do bolo fica por conta do sistema de batalha que requer atenção nas duas telas, além de um habilidade e agilidade em usar a tela de toque e os botões direcionais ao mesmo tempo. O resultado final é incrível e, até hoje, não foi replicado em nenhum outro jogo.

Persona 4 Golden (PS Vita — 2012, Atlus)

Persona 4 (Golden)

A quarta entrada nesta série paralela a Shin Megami Tensei é o jogo mais imersivo que já joguei. Quem diria que as situações cotidianas de Persona 4 pareceriam tão reais, ao ponto de eu me importar tanto com os habitantes de Inaba que senti uma real tristeza quando tive que me despedir deles. As opções de de com quem, e como, se relacionar são inúmeras, e tudo isso se torna ainda melhor devido ao desenvolvimento de personagem extremamente realista.

Tudo isso é misturado com o próprio sistema de batalha, que requer a utilização de demônios chamados persona para derrotar inimigos em diversos calabouços. Quando mais forte forem suas relações, mais fortes serão as personas que você pode criar. É um sistema que pega muito emprestado da série principal de SMT, mas consegue ser diferente ao ponto de justificar um novo nome e ambientação.

Disponível tanto para PS2 (e PS3, via PSN) e PS Vita, eu recomendo bastante este último devido a uma série de conteúdo extra que praticamente transforma a experiência de jogo, em especial no último mês de jogo.

Shin Megami Tensei IV (3DS — 2013, Atlus)

Shin Megami Tensei IV

Comprei esse jogo sem esperar muito e hoje, mesmo depois de jogar toda a série, ainda preciso de mais. Uma experiência inesquecível e inigualável. Passei cinco meses explorando tudo que podia no jogo, e ainda hoje sinto que há mais o que fazer alí. O sistema de batalha é simples e elegante, e isso dá espaço para focar em estratégias e numa equipe balanceada. O jogo é difícil, mas extremamente acessível para os que querem melhorar. O sistema de fusão (também presente em Persona, mas de forma menos complexa) é viciante e realmente ajuda a empurrar as milhares de batalhas a travar.

A estória do jogo tratava de forma bastante simbólica sobre a forma com a qual lidamos com a religião. Depois de jogar passei a entender que, diferentemente da capa do jogo, o ser humano não é tão preto e branco como nossa cultura nos faz pensar. Passei a observar os limites das práticas religiosas ao meu redor e, como praticante na época, passei a ver meus próprios atos de forma diferente. Analisei a mim mesmo de forma diferente. SMT IV não possuía apenas uma narrativa, o jogo possuía um ensino filosófico muito além de uma mera estória.

A imersão desta Tóquio pós-apocalíptica só perde para a Inaba de Persona 4, mas chega bem perto. Eu realmente me senti transportado para aquele local e acredito que isso se deve aos personagens bastante realistas que encontramos. Sim, são quase todos demônios, mas é isso que os fazem tão… humanos. O jogo é uma estória sobre a nossa raça, e depois disso passamos a nos ver de forma bem diferente. Poucos jogos causam este impacto.

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