Vale a pena pensar como startup?

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Passamos por uma fase econômica em que nunca foi tão importante simplificar processos para reduzir custos e buscar novas maneiras de manter a competitividade. O mindset de uma startup funciona bem em momento de crise. Como disse o CEO da Riachuelo, Flávio Rocha, no CEO Summit SP na semana passada, “em momento de incertezas, somos todos startup”.

Foco no produto e no consumidor. Esse é o grande objetivo de uma startup — e também o que a difere de uma grande empresa. Acompanho o desenvolvimento de empresas há anos e reparo que à medida que elas se consolidam no mercado, a organização interna torna-se conservadora e cria um cenário de aversão ao risco e ao novo. Isso é um problema. Diretores e gerentes que se afastam do produto ou serviço que entregam, terminam por enxergar um produto ou serviço cada vez mais diferente do que recebe o consumidor.

No evento realizado pela Endeavor Brasil, no qual estive, também escutei a CEO da Tam, Claudia Sender, dizer algo que me fez refletir. “Deixar de investir em inovação é algo que vai garantir que você saia mais fraco da crise”, afirmou a executiva.

Na minha experiência, um dos maiores perigos para uma empresa é demorar para perceber o erro porque, quando isso acontece, o custo dos estragos é exponencial. Grandes empresas — como Nestlé e Natura, para citar dois exemplos com os quais a Maker Brands vem trabalhando — já começam a pensar em funcionar como startups ou mesmo adquirir pequenos negócios que operam com flexibilidade.

“Em momento de incertezas, somos todos startup

Essas gigantes sabem que para ganhar escala, a cultura precisa ser menos burocrática e mais inovadora. Além disso, funcionários precisam ser incentivados a pensar diferente e como empreendedores. Aliás, intraempreendedores. Diretores e gerentes precisam dar subsídios para que todo e qualquer funcionário reinvente processos, produtos e serviços.

Pensar e agir como uma startup é, ao meu ver, uma forma de sobrevivência no mundo contemporâneo tão competitivo — e sobretudo em momentos de crise. A inovação deve estar na base de valores da empresa. Para encontrar o sucesso, o caminho é transformar, hackear, mudar o jogo. Afinal, nenhuma empresa quer ser a nova Kodak.

Listo aqui cinco pontos para começar a pensar como uma startup:

  1. Simplifique
  2. O melhor momento de começar é agora
  3. Não tenha medo de quebrar coisas
  4. Comunique-se de forma ágil e semiestruturada
  5. Compartilhe o conhecimento e busque feedback

Por: Alexandre Veiga

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