O artista da pira olímpica Rio 2016: Anthony Howe

A abertura das Olimpíadas aconteceu ontem mesclando projeções belíssimas com perfomances perfeitas. Após a parte conceitual que deixou de todos boca aberta, o tedioso desfile das delegações deixou todos de olhos cerrados. Sorte que um grand-finale fez a espera valer a pena.

Após discursos, juramentos e aquele ceremonial todo, a Chama Olímpica entrou no estádio carregada pele atleta mais boa gente de todos os tempos, Guga Kuerten, que passou pra Hortência, que passou pra Vanderlei Cordeiro, que acendeu a menor pira Olímpica de todos os tempos. Afinal são os jogos da sustentabilidade, e o negócio é economizar carbono. O caldeirão de fogo foi então elevado e colocado em frente a escultura de metal cinética criada pelo artista americano Anthony Howe.

Howe nasceu em Salt Lake City, e estudou na Taft School, na Cornell University e na Skowhegan School of Sculpture and Painting, Watertown. Depois se mudou para New Hampshire, onde pintava aquarelas. Quando se mudou para Manhattan, descobriu o metal como ferramenta artística enquanto trabalhava montando prateleiras. Seu interesse pelo vento levou a futuros experimentos que resultaram nas suas esculturas cinéticas. Atualmente vive e trabalha nas Orcas Islands, onde possui galeria própria e um jardim de esculturas.

As obras tem o objetivo de alterar a percepção de tempo e espaço de quem as observa. — Anthony Howe

Elas são feitas para se mover mesmo com brisas de 1 milha e resistir a ventos de até 90 milhas por hora, por até 100 anos. Para alcançar tal feito, o artista usa o auxílio de programas 3D, corta a laser e as finaliza com técnicas artesanas, a mão mesmo, como mostra o vídeo do Creators Project abaixo.

Outras obras de Anthony:

Informações retiradas do site do artista.