Para começo de conversa…

Eu sempre adorei escrever… Não foi à toa que fiz faculdade de Jornalismo. Como se para, simplesmente, escrever, fosse necessário ser jornalista… Não me arrependo da minha escolha, mas também nunca exerci — ao menos não diretamente — a profissão. Minha paixão pela escrita vem desde a infância, manteve-se na adolescência e continua na minha fase balzaquiana.

Escrever sempre foi a forma como eu me expresso melhor. Me enrolo falando e sou terrível artisticamente. Então me resta a escrita. Mas atenção! Meus textos não são nada de extraordinário ou diferente do que outras pessoas já fazem. Mas posso garantir que são cheios de alma e de coração.

Por isso, agora, com a maternidade, decidi escrever… Não que eu não o fizesse antes. Nesse ponto, as redes sociais me ajudaram muito, pois eu passei a publicar meus pensamentos e a dividi-los com quem se interessasse por eles, ao invés de guardá-los só para mim.

Sempre quis ser mãe. Ou sempre achei que queria. Até me tornar uma! Não, a maternidade não foi a pior coisa que aconteceu na minha vida. Não mesmo! Amo meu bebê e ainda estou começando a entender esse negócio de ser mãe!! Mas não acho — pelo menos até o momento — que tenha sido a coisa mais incrível, mais fantástica, mais extraordinária, mais tudo. Talvez seja uma questão de tempo.

Uma coisa que eu percebi é como as mães mentem sobre seus sentimentos reais! Mentem por medo de serem julgadas pela sociedade que quer que elas sejam perfeitas, mentem por se sentirem culpadas por pensarem algo diferente daquele padrão de perfeição, mentem para elas mesmas… Elas mentem. Também pudera! Volta e meia eu vejo mães serem “diagnosticadas” por outras com depressão pós-parto (!!!) simplesmente por falarem das dificuldades que enfrentam em suas vidas como mães.

Meu objetivo com esse espaço não é fazer um diário, tampouco torná-lo um muro das lamentações. Mas sim, dividir um pouco das minhas reflexões e impressões com outras pessoas, principalmente, com outras mães, para mostrarmos umas às outras que não estamos sozinhas. E assim, confortarmos um pouco os nossos corações e, se não der para acabar, pelo menos, diminuir, o sentimento de culpa que, ao que tudo indica, nós, mães carregaremos para sempre.

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