6 de Janeiro de 2021: Da Renda Básica em Quatinga Velho

Marcus Brancaglione
Jan 8 · 4 min read

Considerando que:

(a) Covid-19 não foi debelada; e (b) o auxilio emergencial se encerrou.

O ReCivitas em demanda e aguardo das devidas providências urgentes necessárias faz saber aos poderes públicos que tomou as seguintes providências:

  1. Pagou dia 6 e 7 de Janeiro a Renda Básica imediatamente em sua totalidade anual em uma única parcela.
  2. Pagou para todas as 88 pessoas inscritas na Comunidade de Quatinga Velho.

No Dia 6 e 7 de Janeiro de 2021 efetuamos o pagamento da Renda Básica para a Comunidade Quatinga Velho. Foram 88 pessoas. Todas que estavam no aguardo. Mais 2 famílias inclusas. 18 famílias que receberam em média 2400 reais, 480 reais por pessoa. Ou 40 por mês. Pagos em parcela única.

Graças a um aumento dos fundos, proveniente das doações, conseguimos finalmente recursos para incluir as pessoas que estavam no aguardo, porém, não o suficiente para prover pagamentos sustentados após 2022, prevalecendo as atuais condições financeiras da Organização e da Economia.

O que isso significa para o projeto?

Sem meio termos, se não levantarmos mais fundos, o projeto irá morrer depois dessa data. E se assim for, que seja. Antes ele que as pessoas. E só não digo também o ReCivitas. Porque o ReCivitas nem seus membros vivem às custas das doações. Pelo contrário. Então que todas as pessoas que pudermos atender tenham o máximo de recursos que pudermos prover enquanto assim pudermos fazê-lo sempre ainda mais durante o momento que não podemos falhar nem faltar. São projetos e organizações que devem morrer pelas pessoas, nunca o contrário. E se tivermos que levantar tudo novamente como já o fizemos do nada, como começamos, e aliás como outrora fizemos quando caímos, faremos enquanto aqui pudermos fazer. E se não. Bem, finalidade cumprida.

O que não pode ser é não cumprir com os princípios e ir até onde pudermos na nossa finalidade social, dando a cada um o máximo com todos os meios que dispomos e pudermos dar. Isso não é uma bandeira. Isto não é uma missão, essa é nossa razão.

PS:

Esse pagamento é dedicado a todos os trabalhadores remunerados ou não que em 2020 fizeram não o possível, mas o impossível arriscando e sacrificando suas vidas.

Há quem pense que trabalho seja produzido apenas para se ganhar o seu pão, medo de perdê-lo ou pura ambição. Ledo engano. Mal sabem o quanto do que é feito no mundo, não é criado na busca de uma paga, mas pela natureza empático-solidária, que uma vez perdida e quebrada, assim como o amor e a confiança pouco se pode fazer para reconstruí-la. E não é pagando que se compra. A paga do criador é sua a obra, é a criação, que sendo feita de amor não a ação e a própria atividade, mas a dádiva a vida em si, é a integração entre o ser e o fazer enquanto ato solidário em comunhão de paz. Há um elã profundo que quem vive de parasitar, não conseguirá jamais entender posto que é incapaz de criar mas apenas de se apropriar, que dirá então compartilhar.

Quem nunca compartilhou a criação o pão do ato da criação, seja na gratidão da sua divisão seja na multiplicação não conhece senão o valor do preços e não do imprecificável: a dignidade criativa presente em cada ato, criatura e obra da pura volição livre da ilusão da fortuna. E ao que parece fácil ensinar uma gorila poesia da vida do que a ele a ser gente. A curva de aprendizado de um zumbi filosófico é maior que é de um homem-máquina de turing. E o tempo que resta até 2022 é muito menor que isto. Ou o quê? vocês acham que as cadeias produtivas vão resistir até lá? Ou tanto pior, a pisque coletiva? A janela está se fechando. Ou acordamos para economia de renda básica e mais democracia, leia-se democracia direta digital, (blockchain).

Há uma quantidade imensa de trabalho voluntário que é produzida sem que seja remunerada, dentro do próprio trabalho remunerado, em especial daqueles que exigem uma quantidade enorme de coragem. Não há pistola, nem ambição que substitui essa potencia criadora e criativa da vida, presente em tudo que dotado de anima e volição e vocação.

Morta esse ligação empática que retroalimenta a rede da vida, e o padeiro não levanta mais para fazer o pão, assim como a abelha para fazer o mel.

Se você não acredita, apenas imagine um mundo onde todos estão contaminados pela mentalidades dos estatopatas. Ou simplesmente imagine um mundo em que todos que chamam as responsabilidades para si desistam e façam como os demais e passe a empurram para os demais, ou tanto pior a impor e cobrar ou reclamar uns dos outros incluso a mão armada ou a custa do monopólio da violência.

Não se enganem. Não são os velhos adultos mimados que estão cansados de não terem os seus antigos privilégios de volta. É natureza da natureza que é a matriz da própria Terra simplesmente está a desistir da psicopatia doentia da Desumanidade que não só tarda como retarda e falha.

Ou a Humanidade sai da infância e para de chamar pelo deus papai. A terra mamãe e toma vergonha na cara e vira uma irmandade adulta e começa a se comportar como tal, e cuidar de quem realmente carece ou o Mundo que a adotou fazer o que qualquer um faz o já vem fazendo.

Por que não é quando os voluntários morrerem quem vai fazer as coisas no mundo. As máquinas. Não seja um idiota. Quando o que de voluntário em você morrer e só sobrar o que há de autômato, tanto faz se o mundo acabou ou não. Você já morreu e nem sabe. A humanidade já era, não há natureza. Não há mais inteligência, só o artificial.

Nos deletamos.E não há Filosofia, Fé nem Ciência que Console. Não há potencia que propague mais essa theses. Não há práxis. Não há sequer um atmo de um singular idade de um único momento para dar continuum ao universo desse esfera. Não há ratio para atividade. Nem raio à ação.

Bruna Augusto e Marcus Brancaglione

Coordenadores do projeto Basic Income Startup

ReCivitas Basic Income Democracy

Renda Básica Democracia Direta e EcoLibertarismo

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Marcus Brancaglione

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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