A Democracia de Renda Básica e a Paz

Ou porque precisamos sempre de mais liberdade e democracia direta e nunca menos.

Democracias Econômicas

O que significa uma democracia de renda básica?Significa a substituição do voto pelo renda? Sim, mas só e tão somente se não for só isso.

Não basta só garantir a renda básica e o direito de pleno de livre associação de paz, é preciso também restituir direitos naturais como plenitude de direitos civis de todo individuo de paz através de deveres sociais.

E por individuo de paz entendo não somente as pessoas que não agridem diretamente os outros, mas não subtraem seus meios vitais nem ambientais absolutamente necessários aos direitos não só de autopreservação mas de autodeterminação e proprioconcepção.

Antes de garantir incondicionalmente a renda e o direito pleno de associação é necessário garantir que não só nenhum direito de propriedade natural particular ou comum seja subtraído, destruído ou violado, mas que todos direitos de livre negociação de paz e definição de valores consensuais sejam respeitados.

E por propriedade natural me a todos os sem o s quais não só uma pessoa não sobreviveria, mas teria haveria sequer o surgimento da vida se não fossem naturalmente livres.

E por direitos de proprioconcepção entendo todos os valores necessários não apenas para que cada pessoa possa escolher de acordo com sua livre vontade e vocação o sentido e forma da sua vida próprios, mas também como bens comuns. Valores não apenas imateriais e subjetivos mas materializados como signos de troca e até adoração desde que não impostos como poder de nenhum tipo contra ninguém.

Em outras palavras uma democracia direta econômica de renda básica não é simplesmente a garantia de renda básica incondicional e de direitos de livre associação plenos, mas o contrato social libertário que não só proíbe absolutamente toda forma de violência, mas todo monopólio. É a republica fundada na garantia da provisão do básico a vida, liberdade e a paz. Estabelecida para que ninguém seja mais movido primitivamente por suas necessidades e sim rica e livremente por sua vocação, mas sobretudo para que ninguém jamais seja servilmente compelido, detido ou alienado pelas privação alheias sobretudo para a agressão.

É o estado de direitos plenos constituído pelo dever social não só de renuncia a violência mas de renuncia a apropriação dos bens necessários para que todas as outras pessoas e formas de vida possam viverem em paz e equilíbrio ecológico. O estado não só de paz mas de contra-violência fundado por contrato social desintermediado feito de renuncia a direitos, mas pela disposição a mutua de defesa universal contra a violência e violação dos bens naturais individuais e comuns, assim como pelo compromisso de provisão social destes bens comuns como direitos fundamentais a vida liberdade e concepção.

Logo por contra-violência não entendo somente os dispositivos de neutralização da violência deflagrada priorizando de recursos não-violentos, mas sobretudo a transposição das causas geradoras da violência pela provisão das condições necessárias para a paz acima de todos os riscos e circunstancias. Eis a importância constituinte da renda básica e da garantia de direitos individuais inalienáveis tanto como direitos de propriedade associação e negociação valoração plenos para as pessoas de paz.

Os direitos de concepção da própria vida e liberdade precisam ser reintegrados ou não teremos jamais garantido nosso direito de conceber livre e em paz nossa própria identidade nem de participar do mundo como ente igual em autoridade, os elementos essenciais que constituem a liberdade fundamental de um ser humano como sua propriedades particulares e comuns, a soberania e autodeterminação não apenas dos povos e nações mas antes de cada indivíduo constituinte.

A democracia de renda básica não paira num território virtual, mas se assenta numa republica libertária. E república libertária que não é sinônimo de anarquia em seu sentido corrompido, mas sim como afirmação da ordem livre natural- necessária como principio autogerador e não pressuposição ideológica de superioridade. Estado libertária derivado de um único principio regulador e pedagógico: o direito pleno de liberdade dos indivíduos de paz ou o que é a mesma coisa o igual poder de todas as pessoas comprometidas com a paz de se preservar a natureza e seus direitos naturais contra todos os adoradores do poder, supremacistas monopolistas violadores e violentos da vida liberdade e concepção e seus corpos estatais e privados.

Estados Libertários

Democracia s econômicas carecem de repúblicas ecolibertária e republicas libertárias de democracias econômicas garantidoras de bens comuns e seus respectivos dividendos sociais como rendas básicas. É fundada pela de igualdade de poder ou melhor. Liberdades entre os que não se agridem, não subtraem seus meios vitais nem destroem seus meios ambientais, e que voluntariamente se comprometem a defender não só mutuamente, mas universalmente de todo ser humano, natureza e formas de vida contra os violentos. Defesa evidentemente necessária contra toda violência deflagrada, mas legitima se, e somente se, previamente acompanhada de ações contra-violentas e pedagógicas (na medida das possibilidades da sociedade).

Aquele que vive em paz não pode portanto jamais ter seus direitos naturais subtraídos, o que é para as sociedade que controlam um território o mesmo que ter o dever social de prover o mínimo para todos os estão sob seu domínios. A insolidariedade ou indisposição de contribuir voluntariamente para o sistema seja financeiramente ou com sua capacidades técnicas ou pessoais não constitui jamais crime de uma pessoa ou mesmo sociedade, apenas o coloca na condição de não responsável sobre as necessidades do território e suas populações. Ou seja ainda uma pessoa protegido socialmente em seus por direito natural, nas que pode ter literalmente que pagar muito mais caro para que os outros queiram de livre e espontânea vontade negociar com ele.

Basicamente com a proibição dos subsídios dos monopólio da violência as propriedades e negociações ninguém pode impor nem obrigar ninguém a pagar nada, nem muito menos ser punido por isto, mas aquele que se recusa a contribuir com a manutenção do sistema (o equivalente ao imposto) também não pode obrigar os demais a negociar com ele e isto encarece quando não anula ou até mesmo torna negativo o valor de suas posses. Podendo mesmo o colocar mesmo sendo rico literalmente a mercê da caridade da sociedade para adquirir o que precisa, já que pessoas livres de fato não são obrigadas a comprar nem vender nada a e ele nem por necessidade nem por lei. Ou imposição de valores de troca ou utilidade.

Utopias versus Distopias

Há então evidentemente um governo na ordem libertária mas não de poderosos e violentos sobre os livres e pacíficos, mas dos contra-violentos contra os antissociais todo poderosos. Há logo um verdadeiro estado de direito e paz e apenas propaganda estato-privada. Inegavelmente existe então a domínio de grupo de pessoas contra as demais, mas não agora sim uma autoridade legítima não apenas porque de pessoas de paz contra violentas, mas porque de a pessoas libertarias contra idolatras de poder. Autoridade que existe para se autodestruir, para emancipar como entendimento o violento no exato instante em que este adere conscientemente ao consenso de paz.

Note-se que estes consenso não é ideológico, mas anti-ideológico, ou em termos afirmativos ecológico. Não quer dizer que se assume, aceita ou se jura obediência a cultura, religião, armas, políticas ou valores econômicos de ninguém, mas apenas que se renuncia a predisposição de impor sua vontade e valores como absolutos e a força contra os demais.

Todo individuo deve ser plenamente livre e emancipação na exata medida da demonstração de respeito a igualdade de liberdades fundamentais. Já o poder para tomar parte das decisões não é dado, nem tomado, mas assumido voluntariamente não como privilégio, mas como responsabilidade conforme a disposição e capacidade de contribuir de cada pessoa. Ou mais precisamente do acordo entre interesses e capacidades associativas financeiras e técnicas para prover profissional e competitivamente como negócio social o bem público sem prerrogativa de imposição ou monopólio.

E vem então a pergunta: isso é aplicável ou é uma utopia? Mas essa pergunta é uma armadilha porque dentro delas estão pressupostos absolutamente falsos. Para renegar qualquer outra realidade legitimamente alternativa é preciso aceita a preconcepção distópica da realidade atual como único mundo possível. Aceitar a condenação dos novos mundos que tanto precisamos como utopias apenas porque estão distantes da pobreza e distopia atual não apenas falta de coragem ou visão, mas absoluta conformação com uma predeterminação absolutamente falsa e artificial da natureza de verdadeira nada tem além da sua imposição como real.

A questão não é portanto o quanto precisamos revolucionar o velho mundo para chegar ao novo. Em verdade a questão não é nem se como humanidade adultos ou crianças para tomar conscientemente nosso destino em nossas mãos e proclamar a independência de nossas republicas libertárias e democracias diretas. Porque também está é uma questão que carrega preconceções de alienação. A verdade é que quem hoje controla controla o processo de emancipação não são pessoas comprometidas com a libertação nem com o aprendizado, mas justamente as que se opõem a todo isso por condicionamento e doutrinação. Quem controla os povos e regula os indivíduos não são pessoas de paz, mas os mais violentos, exatamente aqueles que deveriam estar sob a tutela daqueles que não adoram poder e conseguem respeitar a liberdades alheias.

Liberdade e Igualdade

A questão portanto não é só se queremos mais ou menos liberdade. Perguntar isso deveria ser já um crime pois equivale a perguntar se queremos mais ou menos usurpação ou violação de direitos. Duvida ou suposição que só é valida do ponto de vista dos violadores e violentadores. Não por acaso que este seja também o discurso de autojustificação e racionalização dos estupradores. A menos que soframos de síndrome de amor por nossos violadores e estejamos já completamente alienados ou egregados, ainda como seres livres queremos sempre nos ver livres daqueles que nos violam em ato, discurso e pretensões.

A liberdade é uma questão de igualdade de poderes, e portanto de relação de dignidade entre pessoas que não se discriminam nem em seus direitos humanos nem segregam ninguém de seus direitos naturais. Sendo a democracia neste sentido a própria liberdade fundamental distribuída como direito igual; um bem por definição essencial a vida e, portanto nunca é demais, mas sempre absolutamente necessário como sentido evolutivo da própria existência como desenvolvimento da humanidade.

Países pobres ou subdesenvolvidos não são pobres apenas porque seus povos são alienados por seus supostos líderes e explorados por países ricos e desenvolvidos. Nem uma coisa nem outra seriam possíveis sem governos corruptos que precisam tanto oprimir as populações marginalizadas dentro e fora de seus territórios quanto vigiar e falsificar as informações dos seus protegidos para mantê-los sob o domínio da falsificação das soberanias como representações corporativas.

Governos corruptos de países pobres que vendem e traficam seus próprios povos e recursos podem ser do interesse de governos e corporações internacionais, mas não do interesse de nenhum povo do mundo nem sequer dos povos de suas própria nações, porque são as pessoas de carne e osso que pagam pelos crimes das jurídicas estatais e privadas e nunca as que as comandam. Somos nós pessoas naturais que pagamos pelas guerras e crises econômicas e desastres ecológicos e humanitários provocados pelos crimes dos poderes políticos e econômicos, pela miséria cultivada por governos e empresas corruptos e corruptores onde prolifera a violência que retroalimentam o medo e terror que os sustenta ainda que todos nós já saibamos onde eles vão acabar.

Precisamos cortar os intermediários que consomem recursos e são capazes de tudo até mesmo acabar com vidas ou o mundo em guerras para manter seu poder, precisamos constituir democracias direitas onde controlemos o poder sobre os bens comuns mas para definir e valores consensuais. Só assim restituiremos nossa liberdade: pela constituição de igualdade de poderes e equilíbrio de forças contra toda cultura absolta e suas absurdas pretensão de supremacia violenta impostas como realidade nacional e religiosa. Os domínios que governam nosso mundo pela desintegração da existência em materialidade e espiritualidade, e que nos governam não apenas nos apartando uns dos outros, mas segregando nossas condições s de vida e da nossa livre vontade para conceber nosso sentido próprio para vida.

Quem tem medo do povo? O povo?

Talvez ainda paire a duvida se as pessoas são ou não capazes de governar a si mesmas. Mas se não são, saiba isso não é causado pelo “excesso” de liberdade, ou falta de autoridade. mas falta de garantia de liberdades fundamentais e igualdade sobre o bem comum. É um mal desnecessário causado pela desintegração, redução e privação de direitos políticos, econômicos e culturais. Saiba: o empobrecimento e a ignorância não estão geopoliticamente conectadas por acaso nem proliferam onde existem privação de liberdade e desigualdade de poder por coincidência. Riqueza se gera a partir da liberdade, como a maximização de direitos fundamentais para todos. Porém poderes ao contrário se mantém com a pobreza alheia, se reproduz pela privação das necessidades mais básicas.

As pessoas não precisam portanto de lideres, salvadores, nem de governos fortes que as guiem, elas precisam se ver livres de todos os poderes e fanáticos políticos econômicos e culturais que usurpam a plenitude dos seus direitos civis e as impedem de exercer sua cidadania livre e em comunhão de paz. Eles precisam portanto justamente do oposto: mais paz e liberdade e menos monopólio e violência. Não precisamos de poderes e poderosos, mas liberdades garantidas para nos livrar definitivamente deles e suas guerras apartheids, holocaustos e cultos supremacistas e alienistas.

Logo não importa se as pessoas de paz são ricas ou pobres, (nem toda pobreza é material) sempre precisamos de mais empoderamento, mais democracia direta e renda básica garantida para todos. Simplesmente porque nada é mais estupido do que aumentar o poder do mal que impede o desenvolvimento humano e econômico como liberdade e responsabilidade social.

Precisamos de renda básica e democracia direta como um novo sistema socioeconômico, um novo contrato social formado não apenas um estado novo, mas por tantas sociedades livres quanto os consensos de autogovernança necessários a preservação da coexistência pacifica na diversidade. Estado não só de paz e direitos, mas estado ecolibertário de direitos plenos de contra-violência. Pois se a historia ensina algo é que utopia menos realista não basta contra a falta de humanidade dos supremacistas e suas distopias.

Abra os olhos e levante a cabeça. O mundo não para. E a geração que não se liberta e se revoluciona não é só eliminado, mas em verdade nem sequer se afirma como nova e diversa. Evolução não é a progressão de mais do mesmo, mas o salto que transpõe a imposição de caminhos predeterminada em direção a transcendência como fenômeno de ordem geracional. Vida como manifestação da liberdade, ou o que é a mesma coisa liberdade como manifestação do fenômeno da vida.

Constituir sociedades ecologicamente identificados com esse princípio gerador da vida não é apenas uma questão de mera sobrevivência de espécie mas de afirmação do que nos somos como humanos em nosso tempo-espaço livres deste universo. O desafio tanto dos espíritos livres como entes quanto como formas de existência como um todo conexo.

Porque “Viver não é preciso, Navegar é preciso.” Governe-se.