A Disparada para a Verdadeira Democracia Direta


Não são presidentes de Repúblicas, Câmaras, Senados, nem sequer de Tribunais Superiores que devem ter direitos preservados. Seus mandatos públicos não lhe pertencem, somos nós seus legítimos donos, e só nós temos o direito de pô-los e tirá-los. Os impedimentos, cassações e destituições não são meramente uma questão de legalidade constitucional, ou teorias conspiratórias, mas antes de tudo devem ser uma questão de independência e relegitimação de um sistema morto.
Que todos que precisam cair que caiam para termos de volta nossos direitos a soberania. Quantos deverão ser destituídos? Tantos quanto o povo considerar necessário até que se cumpra o dever público. E for se necessário todos? Porque não? Quem tem medo de deixar de ser criança? Quem tem medo de sermos enfim uma nação adulta e responsável sobre nosso destinos?
Não é portanto esse ou aquele presidente que precisa cair ou ficar para salvar a nação, mas quando vamos começar a transição necessária para a democracia direta independente de quem esteja no poder. E tantos tiranos que queiram tomar ou permanecer no poder contra a verdadeira fonte da soberania o povo que sejam derrubados não por seus iguais em pretenções e taras por poder, mas por nós os iguais em direitos e deveres civis.
O direito, a SOBERANIA, pertence ao povo e ao povo mais hora menos hora ainda será restituído quando nos levantarmos para demandá-lo. E neste dia quem no poder vier a reprimir esse grito não será apenas um tirano mas um criminoso, porque a independência de pessoas de paz não é algo legitimamente se pode negar sem crime contra o direito e liberdade da pessoa.
Porém, se já temos portanto o direito de cometer erros políticos e eleger pessoas erradas, precisamos ter o direito de a qualquer tempo de corrigir esse erro- nós não eles. Temos de ter o direito de destituir qualquer político ou gestor público, pelo mesmo princípio como o qual todos eles deveriam ser eleitos: pelo direito ao voto direto e universal. Pelo menos enquanto não tivermos os meios vitais para bancar nossos próprios governos e sociedades voluntárias.
Não é só a Dilma, Cunha que devem cair, mas literalmente todos os demais, tanto quanto for preciso de acordo com a vontade popular que supostamente os colocou lá. Mas não para colocar outros iguais a eles.
É preciso mais que tirar pessoas é preciso reduzir o poder de mando deles para aumentar a segurança dos direitos civis, porque seus desgovernos são diretamente proporcionais a falta de nossos controles sociais. E se seus privilégios são inversamente proporcionais a nossos direitos roubados, nossas liberdades fundamentais são proporcionalmente acrescidas pela redução da desigualdade de poderes perante as autoridades.
Para começar então já está de bom tamanho a possibilidade de fazer plebiscito e referendo sobre a saída de governantes. Como a atualidade da competência política prova empiricamente a capacidade deles de destruir é infinitamente superior a produtiva da sociedade, e tirá-los não é nenhum trauma é o princípio a solução. Trauma é mantê-los por medo da responsabilidade de ser livres.
Nada é pior do que do que viver com esse medo mitológico infantil e ridículo que diminui um povo a massa adestrada canina e bovinamente a seus chefes.
Acorda.
A soberania, a riqueza nacional com todos seus devidos rendimentos sociais são nossos de cada cidadão e não deles poderes e corporações políticos e econômicos para nos dar nem muito menos dar e impor.
Impeachment de fato não funciona como deveria. Precisamos de mais. Precisamos imediatamente de dispositivos constitucionais que permitem destituir todos os políticos e convocar novos eleições aos cargos executivos e legislativos do pais.
Precisamos ter a possibilidade de cassar qualquer cargo publico via iniciativa popular plebiscitaria devidamente referendada. Inclusive de servidores do judiciário. Sim e principalmente dos mais supremos. Abandonemos nossos medos primitivos das chuva. Ou somos todos iguais ou somos plebe.
Não tenhamos medo de nos emancipar e se para acabar com os Cunhas, Dilmas, Lulas e FHCs, os PTs, PMDBs e PSDBs e se precisamos aprimorar os dispositivos de nossa democracia para nos livrar desses projetos ridículos de tiranetes, porque não? De quem você tem medo?
Quem tem medo da democracia? Quem tem medo do voto direto? Quem afinal esta contra a verdadeira democracia? Diretas já, não só para quem entra mas para quem deve sair do comando da nossa nação. Que não elem saiam mais só quando os da sua mesna classe quiser, mas quando nós cidadãos o determinarmos como temos direito e como devemos, via voto direto.
O resto é papo. É literalmente conversar para boi dormir. E olha haja bois com vontade de continuar dormindo nesta velha fazenda Brasil. O insuportável não é ouvir gente que passou a vida inteira sem acesso a informação, apenas consumindo desinformação, e doutrinação ideológica e cultural como se fosse educação defendo o seu ídolo de poder. Nem é de surpreender mais ver os vendidos de sempre prestando seus desserviços aos seus senhores. Mas é nauseante ver gente que se julga livre e consciente comprando e defendo a submissão como se fosse natural ou insuperável. O triste não é portanto ver tanta gente feito gado travando a porteira para salvar seu pasto mas ver tanta gente presa e marcada com medo de sair em disparada.
Você quer Ficar? Fica então. Que faz tempo eu já fui e vou de Vandré:
Prepare o seu coração
Pras coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei