Referendo nesse impitimam já
E Democracia Direta para ontem


Me impressiona a desonestidade intelectual e subverniência de quem produz conhecimento para os poderes políticos e econômicos. Me dá até vergonha alheia. Sei que raciocínios falsos sempre se produziram e reproduziram em nome do poder, mas poucas vezes de forma tão tosca despudorada e escrachada. Definitivamente se a pobreza nasce da ignorância e é parida por idiotas, é semeada por canalhas e mentirosos que não cansam de fabricá-la e defende-la. É a pobreza do culto ao poder como cultura como pobreza politica e consequentemente econômica.
Mas vamos aos propagandas vendidas como teses e argumentos.
Impeachment via Cunha é uma vergonha. Cunha é uma vergonha. Mas cuidado com as falácias dos governos e seus servos:
Não se absolvem Cunhas com crimes de Dilmas. Nem se absolvem Dilma com crimes de Cunha. A cada um o seu devido juízo, a cada um a sua devida sentença.
A lógica da defesa é que Cunha impregna o impedimento de ilegalidade. O que é verdadeiro. Sua falta de ética é pública e notória e deveria ser além de falta de decoro parlamentar, crime. Cunha não é uma pessoa sujeita a deslises de imoralidade, Cunha é amoral como pessoa .Porém Cunha não é nem pode ser considerado ilegal apenas quando interessa a quem detém o poder. Se sua falta de caráter vicia ilegalmente o impeachment, ela necessariamente também já viciou ilegalmente todas as decisões que ele tomou em seu mandato como presidente da câmara, tanto como oposicionista quanto quando era governista. É verdade Cunha vicia ilegalmente não apenas o processo de impedimento mas todo procedimento parlamentar, e aqueles que sabendo da sua postura ofereceram apoio a sua ilegalidade antes e depois deveriam ser considerados cúmplices dos seus crimes.
Note portanto que tudo que vale para Cunha vale para Dilma, e embora ambos continuem insistindo em posar de vítimas, eles não são. Eles não são vítimas do sistemas; e nem podem ser, por um motivo simples e cabal: eles detém o poder. Acordem eles não pobres coitados, simples cidadãos marginalizados! ELES SÃO OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA E DO CONGRESSO! Eles SÃO o ESTADO!
Não. Eles não são vítimas do sistemas, eles são a sua parte visível do sistema, engrenagens expostas. Somos nós cidadãos até pela desigualdade de forças de fato sempre as vítimas em potencial, e não raro de fato deles.Eles são responsáveis e tem obrigações por cumprir. E se não eles quem então? Quem deve responder pelas crises, desastres e crimes políticos econômicos e ambientais? Você? A sociedade que já é forçada a pagar pelos erros deles? Eles eles serão sempre irresponsáveis inimputáveis? Então é eles que deveriam estar sob a tutela do povo e não no poder.
Sim o impeachment é uma questão que toca não só a preservação de mandatos ou a sobrevivência de políticos partidos e governos mas das instituições podres e falidas contaminadas por eles. E deve ter procedimento. Mas e o julgamento do Cunha? Que culpado seja condenado e senão pelos seus iguais pela justiça.
Cunha é o cocô do cavalo do bandido, que só chegou ao poder porque esse bang-bang é uma tragicomédia sem mocinhos e com atores muito ruim representando os bandidos. E todos sabemos quem é o partido cavalo de bandidos e quem são os bandidos- e quem não são os mocinhos embora gostem ainda de bancar. Se os crimes de Cunha forem provados não precisa nem ser cassado por seus pares, Cunha deve ir para cadeia junto com tantos outros. Dilma por outro lado até que se prove o contrário não é caso de policia, e deve ser julgada politicamente não pelo congresso mas pelo povo independente de todos os cunhas da vida parlamentar. Aliás não é só importante é fundamental. Até para entendermos que nem Cunha nem Dilma são a personificação dos males do Brasil, mas seus servos.
Que preservem os canalhas para que sobre ao menos um bandido que fique ou tome o poder? Não senhores, que nos livremos definitivamente de todos os canalhas para restituamos a dignidade não do nosso governo, porque isto é uma qualidade impossível a este, mas a dignidade que resta da nossa cidadania brasileira.
Não só podemos, devemos expurgar todos parasitas. Precisamos acabar com a sujeira onde eles se reproduzem; precisamos por um fim na falta de controle social do nosso sistema político como organismo hospedeiro de vermes. Precisamos de democracia direta e já:
Impeachement aceito, que se faça um referendo para decidir diretamente o destino do nosso governo.
Mas vamos por partes. Cunha é um problema, o congresso é um problema. Concordo. Mas não porque todos eles também deveriam ser cassados, mas porque o Congresso tem uma prerrogativa que legitimamente não deveria ter Derrubar indiretamente, quem foi eleito diretamente. Não estou advogando isso como petista que tenta mudar as regras no meio do jogo. Sei da legalidade do atual procedimento, mas não deveria sê-lo. Somente os detentores e transmissores do soberania deveriam poder revogar o poder concedido e a qualquer tempo, portanto podendo inclusive reclamar plebiscitariamente a qualquer momento por um novo governo e não apenas referendar a queda do atual em favor dos seus substitutos. Mas isso é uma outra história.


Agora o que precisamos é legitimar o que está posto. Se a presidente tem tanta certeza da sua legitimação popular porque não se referenda? Claro sem ex-advogado do partido no TSE, por favor. Somente uma novo voto de confiança no governo seja ele qual for irá pacificar o Brasil.
Se os palacianos pensam que a absolvição deste congresso sem moral irá legitimar a presidência eles estão definitivamente desconectados não só de qualquer principio mas da realidade. Como o congresso que não tem moral para impedi-la pode ter para mantê-la no cargo? E pior depois sustentá-la com como sua base de governo com toda a aparência de normalidade?
O mesmo raciocínio vale para os opositores sedentos pelo trono. Se pensam que se legitimaram com um impedimento feito por seus pares, mesmo com todas as razões jurídicas para tanto, não vão. A parte destituída do poder se o processo não for absolutamente transparente, se sua derrota não for explicita jamais se dará por vencido ou melhor rejeitado enquanto projeto de poder.
Aqui portanto não estou apenas defendendo a causa da emancipação política do povo brasileiro via democracia direta. Até porque minha concepção de democracia Direta não é só plebiscitária nem meramente referendaria, mas de garantias de direitos econômicos fundamentais ou melhor contratualista, libertária e ecológica. Mas isso também é outra historia. Estou propondo aqui soluções imediatas para as possíveis desastres de tanta inconsequência e delinquência política.
As instituições democráticas já foram feridas de morte. Mesmo que como dinossauros sem cabeça ainda andem e causem estragos, estão mortas só ainda não se deram contam disso. Por isso ou a Democracia se reinventa ou teremos obviamente retrocessos; ordens reacionárias ocupando os espaços públicos pela absoluta falta de coragem e espirito democrático e libertário da sociedade civil não apenas organizada mas sobretudo independente e comprometida com as pessoas e não os estados ou empresas.
Se Dilma quiser de fato recuperar a legitimar perdida por seu mérito da sua própria estupidez, precisará mais do que atacar Cunha ou escapar de responder a sociedade se escondendo atrás da ilegitimidade de quem preside seu impedimento. Ela pode até escapar de novo assim mas só conseguirá governar se parar de fugir das responsabilidades e começar a se comportar senão como líder capaz de a chamar a responsabilidade por tudo que está sob seu comando, que comece ao menos , ao menos a agir como adulto assumindo responsabilidade pelos atos ocorridos senão feito sob sua ordens, então a revelia da sua capacidade de gestão centralizadora, eventos ocorridos durante sua gestão. Menos que isso é mais do mesmo e dará no mesmo lugar.
O impeachment é de fato uma grande oportunidade para um político restaurar no mínimo o respeito por sua pessoa, mas se e somente se for um referendo. E o que vale para o governo vale igualmente para o congresso, porque Cunha e Dilma não representam o povo, mas representam suas casas e seus ocupantes, porque eles mesmo em conflito se pertencem e se complementam como classe.
É chegado o momento de devolver os anéis roubados para não perder os dedos. Os políticos precisam sempre manter as aparências e simular comprometimento com o povo, mas isso agora custa muito caro. Eles precisam fazer um gesto não apenas de humildade mas de inteligencia que não tem ordinariamente capacidade, mas que talvez como instinto de sobrevivência consigam fazer para se salvar: Um referendo.
Devem em crise devolver ainda que provisoriamente o destino do pais a quem de fato pertence: o povo que não é Lula, Cunha, Dilma, FHC, Bancos, ou PT, mas cada cidadão. Que eles fiquem ou saiam, mas com um mínimo de dignidade, porque ver uma presidência da um república e um congresso tão apequenado, tão patética e mesquinhamente ora se abraçando ora se debatendo um contro o outro para tentar se salvar é um espetáculo humano deprimente até mesmo para anarquistas.
Um freakshow tão grotesco que só eles merecem, não o povo brasileiro. Que se matem politicamente, mas sem ferir ainda mais a dignidade de uma Nação que não é como eles. Não basta quebrar a economia, a politica, as instituições as empresas, mataram o futuro a autoconfiança recém-nascida de um povo que sempre se sentiu menos. Agora ferem nossa identidade comum. Não somos iguais a eles.
Ter de olhar para os fenômeno do estadismo e seus estadistas são coisas que não fazem apenas ferem a civilidade, mas fazem duvidar da humanidade. eles são viciados em poder, maníacos doentes. Porém não são apenas eles que precisam de tratamento, mas nós, que cedemos nossa liberdade para eles nos alienem e desgovernem.
Democracia Direta não é portanto um mero aprimoramento, um estágio mais evoluído ou revolucionário da organização social e humana; é hoje uma necessidade urgente. Os estados democráticos representativos estão se esfacelando a luz do dia. Precisamos dar os primeiros passos imediatamente em favor de mais democracia e liberdade nem que seja com referendos e plebiscitos se não quisermos perder ambas.
O referendo para ver se Dilma fica é fundamental. Mas não só ele, precisamos colocar imediatamente outras questões em pauta continue ela presidente ou não. Precisamos imediatamente colocar pontualmente cada decisão que o povo demanda que seja posto como decisão direta, e que melhor forma há de saber isso senão a consulta pública?
Precisamos fazer imediatamente referendos e plebiscitos em direção a democracia direta como reforma constitucional, mas não com perguntas abstratas, e sim diretas: Quem deve aceitar e decidir sobre os impeachment? Recall? Sim ou Não? Por plebiscito? Referendo? De quem? Renda básica? Dividendos e controle sociais sobre o serviço e bem público? Todas essas perguntas urgentes precisam ser feitas. Mas para tanto precisamos abrir o espaço publico para que ele seja ocupado de fato como direito pelo cidadão. Instrumentos jurídicos que devem ser devidamente publicitadas até que por demanda popular sejam devidamente incorporadas a constituição. Pode parecer complicado, mas não é. Porque no final das contas vencidos os tramites necessários não teremos mais que responder perguntas como esta:
Quantas assinaturas de eleitores é preciso para abrir um plebiscito sobre qualquer decisão que deverá se constituir como lei? Quantas votos é necessário para chamar um referendo sobre qualquer mandato, lei ou instituição? Mas sim nos fazer as perguntas certas sobre o que queremos que seja feito, por quem e durante quanto tempo, porque pagar por isso nos já pagamos.
Logo não apenas responder quando convocados por servidores públicos, mas poderemos e deveremos a todo instante nos questionar criticamente e impor nossas demandar não mais a políticos profissionais, mas diretamente a gestores e administradores públicos e jurídicos, os únicos que realmente fazem as coisas acontecer. Logo os políticos serão portanto os especialistas em negociações livres entre pessoas e sociedades de paz. E os impostores das regras, seus primitivos ancestrais terão enfim desaparecido.
E ai está com medo de que do povo? Te garanto que nenhuma rede ou coletivo de inteligências livres por mais estupidas que sejam jamais conseguirão fazer os estragos ou nos expor ao riscos que nosso geniais estadistas e economistas e seus monopólios são capazes de causar. Somos ignorantes demais para ter uma democracia direta? Com certeza somos se nossa decisão for se manter conformados a tutela dos sistemas políticos alienadores. Com certeza como povo merecemos cada governo que temos se não acreditamos no nosso direito soberanos de autodeterminação.
Merecemos carregar toda maldita classe politica nas costas se não acreditamos que podemos viver sem ela. Quem simplesmente não é dono do mundo e ainda sim não acredita na democracia direta merece a condição servil que vive, porque não é só um violado, mas um preto da casa. Quem renuncia a suas liberdades e direitos natural em favor de poderes, não é apenas politicamente e culturalmente pobre e ignorante. É mesmo que livre um escravo a espere de quem se assenhore dele. Um alienado a espera de ditadores e populistas.
Precisamos de Democracia Direta como educação. E educação como democracia direta.


Somente a educação para a liberdade cria o adulto responsável e emancipado para o exercício do poder como cidadania plena e igual em direitos e responsabilidades social. Algo que pode ainda florescer na sociedade, mas que nunca nascerá nos campos tóxico do poder. Precisamos de mais democracia e liberdade e autoridades legitimas. Sim autoridades que se fazem não pela imposição da força mas pela capacidade voluntaria de promover a independência , crescimento e autonomia de todos.
Precisamos de autoridades dispostas a educar o povo sem medo da liberdade ou da prática da verdadeira democracia. Precisamos de políticos que não remetam a figura do bandido legalizado, mas a figura do professor esse sim verdadeiramente perseguido e marginalizado. Precisamos de estados de direito de fato constituídos por autoridades legitimas. E quem trabalha com educação sabe: a única autoridade legitima é aquela que se dispõe a toda pessoa de paz e se impõe contra toda violência, inclusive contra o monopólio dela. É a autoridade disposta não é aquela que trabalha para se perpetuar eternamente como controle sobre adultos eternamente estupidificados e infantilizados , mas para se trabalha para se anular pela capacitação dos adultos a serem independentes emancipados e socialmente responsáveis. pessoas livres e em paz.
A desigualdade de autoridade só se legitima para aqueles que não tem responsabilidade ou capacidade para conviver em paz e liberdade. mas não é jamais aquela que se tenta se perpetuar mas que trabalha contra si mesma para se anular. Trabalha pela emancipação plena que só vem o compromisso social.
Não é verdade portanto que na democracia direta haverá anarquia e ninguém governará porque todos governarão. Haverá sim o governo dos mais capazes responsáveis e voluntariosos mas não sobre os menos, e sim sobre os violentos violentadores, aqueles que tentam impor sua vontade contra os consensos e necessidades vitais e naturais de todos os demais, não por acaso os que estão hoje no poder.
Governos sempre existirão porque pode haver menos crimes, mas sempre haverão bandidos, criminosos e terroristas na exata proporção do desejo e projetos de poder. Porém na democracia direta esses maniacos e fanáticos não estão mais no poder mas na cadeia. Equem estará no poder não são mais os supremacistas violentos mas os iguais em liberdades fundamentais como direito comum. Não haverá portanto mais governo de poderes superiores sobre os iguais e comuns, mas governos dos iguais e comuns contra todos os poderes e todos poderosos que se julgam superiores aos outros seres vivos para se impor a força e chamar isso de suas legitimas prerrogativas.
Democracia Direta Já. Não só porque temos o direito de sermos livres mas porque precisamos urgentemente aprender a viver em paz e não só em nosso pais, mas no mundo inteiro.