Resumo das Lições da Viagem da Renda Básica

Nesta viagem o projeto de Quatinga Velho foi retomado. Mas isso não quer dizer que nos esquecemos do que viemos fazer por aqui:

Em poucas palavras:

Não é preciso só mais gente recebendo uma renda básica de pessoa para pessoa. É preciso mais projetos de pessoas feito para pessoas. Precisamos esperar menos governos e tomar mais a iniciativa.

Não é preciso falar menos e fazer mais. É preciso falar muito mais e fazer mais ainda.

E isto quer dizer que é preciso mais do que só ser a favor ou querer receber a renda básica , quem pode, e sempre podemos ainda que pouco, deve chamar a responsabilidade e bancar a renda básica para tantos quanto quiser- sem ser cobrado ou julgado se não.

Sim, as pessoas precisam andar com as próprias pernas, mas não espere que elas saiam do buraco sozinhas, ou pelo menos não sem ajudar umas as outras.

Revoluções não fazem sem movimento, e trabalho de base.

E se você não vê a renda básica como uma revolução absolutamente necessária à nossa geração, você não sabe o que é renda básica e não vive sequer ainda no nosso tempo.

Distopias se constroem com planos e programas panopticos gigantes. Projetos de futuro para a humanidade com ações e núcleos de base integrados em rede.

Seres humanos em liberdade não constroem redes nem transformam o mundo, eles constroem significados e relações entre pessoas. São as pessoas livres e seus sentidos próprios e comuns para vida que revolucionam o destino do mundo, com o complexo integrado das suas forças de vontade em evolução.

Não. Não peço amor ao próximo, nem compaixão ao desconhecido, mas um pouco mais de inteligencia solidária. Por que não serão os que constroem seus cultos de riqueza e poder da falta de liberdade política e econômica alheia que virá a verdadeira liberdade e igualdade que falta para a idéia de humanidade sair da utopia e se tornar um novo mundo: o direito de todo ser humano, em igualdade de autoridade, usufruir sem destruir o bem comum como sua liberdade fundamental de fato garantida.

Na prática propomos que sejam feitos experiencias e estudos, mas desde o principio imbuídas da qualidade de projetos sociais e politicas publicas, feitas com não menos pretensão de ser uma verdadeira inovação tecnológica feita não apenas para superar a obsolência do estado de bem estar-social e falência dos estados-nações, mas para transcender suas limitações humanitárias históricas

É portanto necessário que o estudo seja parte da construção desta politica de interesse público como tecnologia social e que :
esteja aberto e fazer a conexão com outros estudos independentes e publicação preferencialmente conjunta da analise critica e qualitativa dos dados e resultados.
esteja perfeitamente integrado ao projeto pedagógico e metodológico do sistema de renda básica
produza dados regulares dirigidos aos próprios responsáveis do projeto para sua permanente correção. Assim como resultados que respondam as demandas da sociedade e não as armadilhas acadêmicas, governamentais ou corporativas.
E principalmente, observe os princípios conceituais da renda básica com metologias participativas que não só impactem negativamente no projeto, mas que contribuam ao empoderamento.
Em outras palavras é necessário produzir um estudo no mesmo nível emancipatório da renda básica: que portanto não reduza os voluntários a meros objetos de estudo e sim sujeitos da construção do seu próprio conhecimento.
Compre ou venda o livro, e contribua com a renda básica. Ou copie e distribua de graça e doe diretamente para o projeto.