

Urgente: Precisamos de democracia direta e renda básica
Ou Porque precisamos empoderar as sociedades de paz reduzindo poderes (e orçamentos) de governos e complexos industriais e militares
Em entrevista antecipada nesta quinta-feira (12/02) pelo jornal alemão Handelsblatt, o primeiro-ministro da Rússia…www.dw.com
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, pediu este sábado ao Reino Unido que mantenha os misseis…www.abola.pt
Stoltenberg traz como exemplo o ano de 2013 quando, segundo as suas palavras, a Rússia realizou 18 treinamentos de…br.sputniknews.com
Não importa se eles pretendem levar suas ameaças e chantagens até o fim, ou se é só terrorismo de estado mesmo. Em todos cenários as consequências são catastróficas. Mesmo no caso em que eles não cometem nenhum erro- o que é improvável- é certo vão:
· agravar a crise econômica e financeira.
· aumentar tensões em zonas de risco e vulnerabilidade
· Deflagrar e interver em mais conflitos militares, inclusive com mais guerras e extermínios em massa como a na Síria.
· assim como consequentemente provocar novos e maiores mais desastres e crimes ecológicos e humanitários.
· isto se não provocarem um conflito ainda mais generalizado e fora do seu controle, com a emergência de mais fanáticos fundamentalistas e radicais de extrema direita como aliás já vem acontecendo.
WASHINGTON (Reuters) - A Força Aérea dos Estados Unidos afirmou que erros de manutenção de três membros da força…noticias.uol.com.br
Aliás, mesmo que nada disso ocorra, os riscos e perspectivas ainda são péssimos. Não só porque precisamos de cooperação e solidariedade mútua- o oposto do que eles podem oferecer- para resolver as crises econômicas, ambiental e humanitária. Mas porque o intento destas ameaças, se não é intimidar ou criar inimigos, é aterrorizar seu próprio povo. E o no final das contas se não temos novos inimigos e conflitos, temos com certeza povos cada vez mais apavorados, resignados e xenófobos, prontos a entregar mais ainda suas liberdades a governos cada vez mais nacionalistas, autoritários e militaristas. É simbiose do terror perpetuando a violência. E o pior de tudo é que eles conseguiram: agora as ameaças são mais reais do que nunca.
Se você esta pensando: eles jamais seriam capazes de fazer uma coisa destas. Você está completamente enganado. Claro que o poder atrai pessoas maníacas por poder, mas não é preciso ser nenhum maníaco genocida para cometer os piores crimes contra a humanidade basta ter escrúpulos precários. Porque a compulsão obsessiva pelo poder é um vício, e como todo vicio, é algo que se adquire pelo uso e abuso. Não é preciso portanto ser nenhum psicopata para cometer as piores atrocidades ou ser irresponsavelmente criminoso quando se está a frente de um estado; quando se detém o poder, basta simplesmente estar disposto a fazer qualquer coisa, mesmo as piores, para se mantê-lo. Claro que quanto maior a falta de caráter, quanto mais sedento por ter e poder, mais dependente da sua da posição social e sujeito a manipulação será o governante. Mas está é exatamente a ideia.
E se você está se perguntando como ou porque colocamos maníacos tão perigosos assim no poder. A resposta é simples: não colocamos. Não só nas democracias representativas, mas em todos sistemas de governo, o povo, se devidamente alienado pode até pode acreditar que controla o sistema, mas por obvio nunca é ele, a plebe, que detém o poder de fato, mas sim a união do poder econômico e militar que banca os políticos. E de acordo com esta lógica de mercado quanto mais sem caráter e limítrofes melhor é o político, desde que é claro o povo os compre. Eleito ou imposto não importa o governante nem o sistema de governo. Desde que a população cria neles e se mantenha dócil e obediente pouco importa quais especialmente porque elas não podem sair das alternativas predeterminadas.
Mas o que eles, os verdadeiros donos do poder, ganham com isso? A pergunta no momento não é propriamente o que eles ganham, e eles ganham, mas o que eles não perdem.
Matéria publicada nesta sexta-feira (12) no Financial Times, por Philip Stephens, comenta que Vladimir Putin, o…www.jb.com.br
Os reis sempre estiveram nus. Todos sabiam. Vantajoso era fingir que não. Mas em tempos de crise sistêmica, quando os estados sociais começam a falir e os sistemas financeiros e monetários começam a se esgotar, as instituições de controle politico e social também começam a falhar. E quando os arranjos político-econômicos simplesmente deixam de funcionar, as máscaras dos estadistas simplesmente parecem cair, e o que vemos é como eles realmente são: loucos e imbecis. E nós neste momento critico de lucidez nos sentimos mais idiotas ainda a nos perguntar: como é que deixamos o mundo nas mãos deles, com seus exércitos e industrias armados até os dentes.


Chega a ser ridículo lembrar de tanta gente preocupada com o que o povo simples ia fazer da sua vida com uma renda básica, sem nunca se perguntar o que estes ditadores e populistas estavam fazendo com orçamentos de bilhões. Não falo das Dilmas e Maduros aparelhando a justiça, e vendendo até ministérios para se manter pateticamente no poder as custas de crises econômicas rupturas institucionais, desastres ambientes e até epidemias. Falo de lideres ainda mais perigosos, a frente de exércitos como Puttin, Assad, Erdoğan, Netanyahu, Kim Jong Un, Dinastias de Bushsm Clintons ou pior Trumps e tantos outros…
De fato a grande questão, a verdadeira, está finalmente ficando clara; e ela não é: o que nossos governos vão fazer para evitar os desastres ambientais e humanitários, mas o que nós vamos fazer para impedir que eles cometam esses crimes contra a humanidade e natureza.
Compartilhar O "isolado reino" da Coreia do Norte é um caldeirão de contradições. O país é vizinho de várias das…www.bbc.com
Está claro, que os problemas da natureza e dos seres humanos, passam pelo refreamento das maquinas que inventamos. Não as maquinas feitas de tecnologia inovação ou engrenagens, mas as maquinas feitas de gente e que se alimentam de gente. As insustentáveis máquinas burocráticas e tecnocráticas dos aparelhos estatais e corporativos. Esses monstros artificias que vivem da anima alienada de pessoas reduzidas a cargos e funções, mortos-vivos reduzidas a autômatos, terminais burros deste grande sistema completamente desconectado da rede da vida.
Estamos em um momento de tomada de decisão histórica:
· ou abdicamos de nossos direitos e liberdades e nos resignamos ao futuro de despopulação e destruição natural que as corporações estatais e privadas nos reservam;
· ou tomamos coragem e retomamos o poder de decisão politico e econômico sobre a destino da nossa vida particular e comum.
Não estou dizendo que podemos simplesmente parar tudo, e não enfrentar os conflitos e fanáticos que já foram plantados. Estou dizendo que devemos dar um basta definitivo ao ciclo sem fim da violência retroalimentada. Não podemos com certeza fugir das mais das guerras com aqueles que não estão dispostos a celebrar a paz, ou tolerar a diversidade de outras formas de vida e pensamento. É obvio que a paz e liberdade não significam se entregar aos violentos e supremacistas, mas justamente o contrario, enfrenta-los e negar todas as formas de violação e violência sobretudo as prerrogativas de supremacia e monopólio.
A paz e liberdade exigem não apenas que nos neguemos a servir os violentos seus projetos de guerra e poder; exige que nos levantemos ativamente com contraviolência contra eles. Precisamos esvaziar o poder financeiro que alimenta estes chantagistas e genocidas em potencial, ao mesmo tempo que aumentamos o nível de liberdade como empoderamento dos e pessoas de paz do mundo.
Em outras palavras precisamos reduzir o poder dos despostas e tiranos libertando as pessoas não apenas distribuindo liberdades de fato garantidas, mas garantido igualdade de autoridade como poder de fato.
Precisamos eliminar todas as formas de alienação politica econômica e controles e condicionamentos sociais que alimentam os exércitos de fanáticos nacionalistas e religiosos garantindo ao mesmo tempo as condições básicas e o direito a de participação politica direta em tempo real igual para todos.
Precisamos eliminar as armadilhas da pobreza politica e econômica garantindo tanto a renda básica incondicional que permite um ser humano dizer não aos exploradores e criminosos de todas as espécies: políticos econômicos militares ou religiosos.
Precisamos de direitos políticos e econômicos plenos ou democracia direta capaz de eliminar as desigualdades não de posses mas de poderes e autoridades que de cidadania plena e permitem os governantes sem limites constitucionais jogarem sues povos em conflitos uns com os outros para se sustentarem no poder.
É claro que podemos continuar sendo os mesmos e simplesmente seguir vivendo com nossos pais. Talvez tenhamos mais do que algumas gerações para repetir exatamente os mesmos erros que os nosso, quem sabe? Mas a questão não é essa, não é até quando o planeta ou a humanidade vai aguentar, mas qual o sentido de tudo isso? A questão não é até quando? Mas por quê ou melhor para quê?
Ninguém é obrigado ter uma concepção própria de mundo ou dar um sentido autodeterminado para a vida, mas pelo menos não se iluda, tudo depende de qual é o entendimento que você dá para sua razão de ser, se é que você tem ou quer ter algum. Porque quem não concebe sua própria ordem esta condenado a servir na alheia ainda que jamais realize sua condição servil.
A libertação da consciência é definitivamente para o projeto da humanidade, mas ela não é nenhuma bobagem new age; é um estado de espírito que se manifesta como fenômeno comportamental absolutamente verificável e como pratica e hábito cotidiano.
Consciência no nosso tempo se dá pela prática e pregação não apenas da desobediência civil e não-violência mas pela prática e pregação da responsabilidade voluntária e contraviolência como os fundamentos de um novo (contra)estado ecolibertário antimonopolista e antisupremacista: democracia direta e renda básica.