A hora de dar um gás na vida dela

Desde os 15 anos, Giselle trabalha ligada nos 220 e confessa que não nasceu para ficar em casa.

Todos que conhecem ela sabem que ela está sempre dando um gás no que ela tem pra fazer. Trabalhou em uma ONG como secretária, como intérprete de deficiente auditivo em uma instituição de ensino e ano passado sentiu que sua vida profissional estava estagnada.

“Precisava dar um gás na minha vida profissional.”

Seu irmão apresentou o MasterTech para o outro irmão de Giselle, e ela viu que quem deveria fazer esse curso era ela.

Muitos perguntaram se ela tinha certeza do que estava fazendo, falaram que era o pior erro que ela estava cometendo na vida já que esse curso não tinha nada a ver com a área dela. Mas isso não fez com que ela desistisse.

Apesar de não ter problema em começar algo novo, Giselle confessa que sentiu medo,

“Estava em mergulhando dentro de um buraco onde não sabia aonde era o chão.”

Naquela primeira semana de algoritmos, Giselle duvidou muitas vezes da sua capacidade de concluir o curso. Seu marido, que atua na área de computação, ajudava com o que conseguia mas Gi percebeu que precisava correr atrás, buscar mais ainda. E isso só dependia dela.

“Eu coloquei essa pressão em mim mesmo. Eu precisava fazer dar certo. Eu precisava disso pra ficar em paz comigo.”

As semanas foram passando e fez muitos amigos, uns que sabiam mais e uns que sabiam menos e confessa que aprendeu muita coisa com eles, não só de tecnologia.

“O MT foi muito uma troca. Uns entendiam um dia, outros no próximo e assim que a gente ia trocando. E essa troca não foi só de conhecimento de tecnologia.”

A dificuldade foi durante todo o curso,

“Tiveram dias que eu voltava pra casa com aquela sensação de empaquei e que eu duvidava que eu iria conseguir. Não era só flores e muitas vezes as coisas não davam certo. No dia seguinte, dava a volta por cima e sacudia a poeira, para começar de novo. Pedia ajuda, levantava a mão quantas vezes fosse preciso, mas eu não desistia.”

No Demoday, um dos projetos que apresentou foi algo que Giselle trabalhou por muitos anos antes de entrar no MasterTech, dar acessibilidade ao deficiente auditivo. O grupo sentiu que essa era uma necessidade, e a experiência que Giselle tinha fez com que ela apresentasse aquele último projeto com um toque pessoal e muito original.

Clique aqui para ver a apresentação

O MT foi um divisor de águas em sua vida, mudou-a COMPLETAMENTE. Resume a experiência MT em uma palavra: transformadora.

“A melhor experiência que eu já vivi nos meus 32 anos.”

Hoje, trabalha em uma empresa de tecnologia, gerencia um projeto com foco em IOT, em que leva crianças a acharem soluções para problemas do dia a dia usando a tecnologia.

“Se eu não tivesse desenvolvido isso no MT, eu jamais conseguiria fazer isso. Eu não me vejo fazendo outra coisa.”

Quando foi contratada, pediram pra ela formar uma equipe, e chamou 3 pessoas que tinham feito MT, porque já tinha trabalhado com eles e sabia de suas habilidades e disposição deles no trabalho.

Para aquela pessoa que não fazia ideia do que era um Arduino e jamais imaginava que iria mexer com protoboards, hoje Giselle é feliz em dizer que trabalha com tudo isso, a ama o que faz.

“Foi uma experiência gigantesca, e eu não canso de me dizer isso.”

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