Materialismos: o encontro

Está marcado para 29 de novembro encontro deste ano do GT de Ontologias Contemporâneas da ANPOF, grupo do qual o Materialismos é parte.

O encontro do GT de Ontologias Contemporâneas da ANPOF vai acontecer no campus da PUC-Rio, na Gávea, no Rio de Janeiro, do dia 29 de novembro ao dia 1º de dezembro. Professores, pesquisadores e estudantes interessados em apresentar trabalhos terão até dia 7 de novembro/2017 para enviar seus resumos por email.

RESUMOS PARA
gtontologiascontemporaneas@gmail.com

O GT Ontologias Contemporâneas se propõe a ser um espaço intersecção e debate entre estas diferentes tendências, aberto a abordagens oriundas tanto do campo continental quanto do campo analítico, bem como de áreas conexas como a antropologia, com o propósito de promover uma cultura de debate, pluralismo e engajamento crítico para além das fronteiras de disciplinas e tradições.

Sobre ontologia contemporânea

Salvo algumas poucas e notórias exceções, a filosofia do século XX existiu sob o signo de um consenso. Não obstante as muitas diferenças entre elas, todas as diferentes escolas e tradições encontravam-se de acordo em um ponto: a metafísica, tal como ela existira durante muitos séculos, estava morta. É este juízo, até bem pouco aparentemente definitivo e incontestável, que se vê questionado por algumas tendências nascentes da filosofia contemporânea.

Este questionamento não trata, por óbvio, de reatar com as pretensões pré-críticas de uma metafísica como conhecimento a priori; a ontologia que se faz hoje, embora isto ainda possa soar como um oxímoro para muitos ouvidos, é resolutamente pós-crítica. Ela se define não por um método ou princípio, nem por um objeto determinado (ser enquanto ser, substância etc.), mas pelo seu grau de generalidade: por “ontologia”, entende-se o discurso que trata dos conceitos mais gerais de nosso pensamento. Reabrir a discussão ontológica é, assim, antes o sinal de um compromisso crítico. Resulta de considerar que estes conceitos não são neutros, dados ou absolutos, mas estão, pelo contrário, permanentemente expostos à necessidade de rediscussão — toda vez que a irrupção do novo, do diferente ou do impensado, seja na ciência, na política ou em qualquer outro campo, nos força a repensar o já sabido.