A síndrome do amor incurável

Eu sofro de um amor incurável. Já falei isso outras vezes, mas poucas pessoas sabem do que se trata. É algo tão simples e tão intenso que poucos conseguem enxergar a real face dessa afirmação.

Há muito tempo, eu era um cara bem tranquilo com a vida, não precisava esconder tanto as coisas que faço e a maneira como levo a vida (calma, não sou bandido, mas a minha profissão exige alguns cuidados), assim como sempre fui aberto para as pessoas. Infelizmente, quem escuta e vê, não sabe tratar bem uma informação, o que gera especulação e desconfiança. Quando você menos espera, toda sua vida está ali, escancarada para todo mundo ver. E eu odeio isso.

Hoje, posso afirmar, que as pessoas que me conhecem de verdade, posso contar nas duas mãos. Não sou de me abrir com terceiros. Já estou bem velho para isso. A questão de ter um círculo tão pequeno de pessoas que confio, me leva a amá-las acima de qualquer coisa abaixo do céu. Muitos não compreendem isso, estranham essa dedicação, mas posso afirmar que ela é mútua. Nunca estive sozinho nos momentos tristes, sempre meus amores estiveram comigo. Pessoas que eu amo, que me amam, independente do tempo, do lugar, da situação, sempre estamos e estaremos juntos.

O amor para mim, é o mais intenso dos sentimentos, mesmo porque não sou um cara de nutrir ódio, opto pelo simples esquecimento. Esqueço das coisas e dos momentos tristes, como uma forma de proteção. Prefiro nutrir o amor, a tranquilidade…

A vida é muito curta para todos os ideais, mas o amor incurável cabe perfeitamente em nossa existência, onde ele somente é cabível quando é recíproco. Não adianta lutar e se sacrificar quando você é quem ama sozinho. Não afirmo isso só para alguém que você conheça depois de adulto (e que você decida ser o ‘amor da sua vida’), mas sim para todos aqueles que, de algum modo, participaram de sua existência.

Mas, quando amar, ame sem limites, desconfianças e preconceitos. Amor é puro, não tem um “porém”, tem que ser completo, ideal, não meia boca.

Quando o amor não é total, se resume em uma paixão. E a paixão acaba logo…

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