
Divagações Filosóficas I
Primeira ideia, melhor ideia. Princípio budista. Ginsberg, geração Beat. Hoje tudo é milimetricamente pensado. E eu não vou citar o cara. Nas universidades professores reprovam alunos que ousam pensar por conta própria. Doutrina.
Não estou aqui para papo furado, nem nada. Vai ver é só falta de paciência. E não quero escolher um lado: tem sempre o lado bom e o lado errado.
Sempre começo falando do que menos interessa: tem muito eu dentro de mim. Não sou budista e explodo com qualquer um que me pela o saco. E digo sempre o que me vem à cabeça, mesmo que não faça sentido. A ironia depende de quem ouve – quase nunca de quem fala. Interpretação é tudo. E tudo é relativo. “Mas cara, o que é que eu tenho a ver com isso?”. Sei lá. Continua lendo, ai, vai. Daqui a pouco demonstro uma fórmula universal, um imperativo categórico pós-moderno, contemporâneo e tals. Salvar o planeta. Sustentabilidade.
Desconfiar é palavra de ordem. A moda agora é ser cult. Ler todos os clássicos. É uma forma diferente de jogar a toalha. Suicídio. Filosofia é suicídio. Minha mãe tem medo da morte. Eu não tenho. Sei que a minha mente egoísta não consegue imaginar um lugar onde ela não exista. Tentei, mas deu um nó danado. Ela se projeta automaticamente, é instinto. Vai lá, tenta imaginar. Você pula, vai junto.
É nesse ponto que a conversa fica séria. E é também nesse ponto que você vai dando o fora. Aqui ninguém é obrigado a ficar. O universo é imenso e dentro da minha cabeça tem muito mais espaço. E é preciso filosofar verdadeiramente, nem que para isso eu precise riscar alguns nomes da minha lista de futuros leitores. Mas se ninguém ler, não valerá apena. Isso por que somos egoístas. Tendemos a desejar que nossas premissas se tornem universais. Bem no fundo, todo mundo se sente um pouco superior.