Foi-se.

Ela levantou-se da cama e começou os afazeres. Tinha dormido muito bem e ainda mais, estava se sentindo bem, ao contrário de dias atrás. E após o banho na hora que escovava os dentes percebeu esquecer do sujeito. Ainda olhando para seu reflexo, imagens vieram à sua mente, risos e lembranças boas e ao mesmo tempo ruins, brigas, tudo.

Quando saiu de casa estava tão serena que tudo parecia lindo, interessante. A mesmice do mundo, os mesmos rostos dentro do ônibus, no supermercado, na rua. E tudo aquilo era bom de ver, sentir. Era prazeroso ceder o assento para um idoso, agora. Ao caminhar percebia coisas que “nunca” vira.

Estava no centro e nunca tinha enxergado isso. Antes só andava para o trabalho e não percebia nem via que estava no centro, onde tudo e todos estavam e precisavam ir todos os dias. Onde muitas pessoas tinham que acordar cedo para conseguir chegar até lá, todos os dias. Ela pensou que essas pessoas eram mais felizes, do que muitas.

E a brisa da manhã era tão boa! Como era bom voltar para casa apenas à noite.

E chega a noite. ele chega. ela o olha tão fixamente, ele nem percebe. Ela continua.

Eu não te amo mais.”