Um (quase) adeus ao Facebook

Joga o lixo do Facebook no lixo

O Procrastinador

Eram 5 horas da manhã. O "trim, trimmm!" do despertador já começava a acordar todo mundo da casa, menos eu. Minutos depois quando finalmente despertava e criava coragem para desligá-lo, logo abria um aplicativo no iPhone. Ele se chama Facebook, o responsável direto por boa parte da minha, da sua e da nossa procrastinação diária.

A cada 10 minutos eu estava lá, checando as novidades dos amigos. Entre os 10 centavos que seriam doados para crianças carentes da África a cada compartilhamento daquela imagem, ou os famosos mendigos de like, onde meninas mostravam as nádegas de forma apeladora e religiosos padrão Feliciano pediam like em nome de Deus. Haviam pessoas que nunca vi na vida pedindo para descrever em uma única palavra de que forma havíamos nos conhecido. Mas na verdade eu não os conhecia. Dos mais de 600 "amigos" ali, se eu possuir contato frequente com 100 é muito.

Passei então a me perguntar, o porquê de uma rede social rica em tanta coisa inútil me fazia perder tanto tempo. Talvez os bons grupos que existem, ou as pessoas que realmente tinham alguma importância, mas ainda assim não justificava. Comecei até a levar em consideração que a rede do Mark Zuckerberg seria coisa do capiroto, havia alguma maldição escondida por trás de todo aquele background de cor "azul facebook".

Eis aqui o pacto do Zuckerberg com o Diabo

O adeus

Resolvi então fazer um teste. Dizem por aí que só damos valor quando perdemos, correto? Então o Facebook me perdeu. No dia 24/mai/2015 o desativei. O engraçado é que ao desativar ele oferece opções para que reative automaticamente dentro de dias pré-determinados. Optei pela desativação sem data prevista de retorno.

Sempre o considerei uma passarela, onde as pessoas estão buscando um pouco de massagem no próprio Ego. Nos últimos dias de utilização do serviço eu já vinha silenciando praticamente tudo que não era do meu interesse, a cada nova postagem cada vez mais era notável a inutilidade daquilo em minha vida.

Este texto está sendo escrito 7 dias depois do adeus. E nesses dias eu consegui concluir um livro que estava emperrado há meses, voltei a ler Sandman, e diversas leituras que também estavam atrasadas na faculdade já voltaram a normalidade. Consegui trocar as bobagens que apareciam na timeline do Facebook, por notícias mais úteis utilizando o Feedly.

O quase adeus

Deixei bem claro já no título do texto que não trata-se de um adeus definitivo, mas sim de uma reeducação pessoal na forma de utilizar redes sociais. Junto com o azulão, eu dei um tempo no Instagram também. Ele não oferece a opção de desativar, então apenas o desinstalei para não acessar durante um período. A princípio pretendo ficar 1 mês sem Facebook e 15 dias sem Instagram.

Para quem vive uma situação semelhante, eu recomendo muito fortemente que faça o mesmo, é bom sentir-se independente de certas coisas, como já dizia minha mãe: "quando a gente morre, não leva nada para o céu". Então, isso nada mais é que uma preparação para viver sem toda essa dependência que as redes sociais costumam nos causar.

E aí, que tal ficar 1 mês sem Facebook?

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