Namoro? Relacionamento aberto? Nada então. Só ficamos, é isso?

Foto de Priscila Giovanella Vivian — Reading, Inglaterra

E a gente ficou firme uma vez, quase namoramos três vezes. Chegamos a noivar numa tentativa dessas. Moramos juntos por quatro meses.

A gente consegue. É sério, não faz de conta que eu não tô aqui. Nós vamos inaugurar uma nova forma de amor, de amar. Neo-esquerdista-liberal-centralizada-anarco-libertária. Pronto, demos um nome pra coisa toda. Agora estamos representados. Agora temos alguma coisa. Não está só no ar né? Temos alguma coisa. Agora a gente pode se cobrar algo? Tipo carinho? Atenção? Pegar na mão? Não?
Poxa, então vou abdicar de tudo isso. Não temos mais nada. Mas agora eu tô carente, queria ter alguma coisa. A gente pode voltar? Mas agora a gente pode ter um relacionamento aberto apenas. Pega na minha mão? Vai. E aquele nosso chopinho? Não é só porque temos um relacionamento aberto que não podemos ir naquele bar onde o teu outro carinha vai. Ah tá, melhor evitar mesmo, não tô no clima da orgia hoje. Nunca estive. Existe o clima orgia? Tava só brincando, eu sei que não vai rolar. Porque, tu quer? Por isso fez essa cara quando eu disse que sabia que não ia rolar?
Tá, acho melhor acabar. Mas a gente pode só ficar de vez em quando. Sabe, só umas bandas, umas transas, umas bebedeiras. Daí a gente pode ter cada um o seu espaço, vai dar tudo certo.
Tu tá com uma cara de que tá apaixonada, e não é por mim. Tu quer um anel nesse dedo aí? Quem diria, a garota do “não quero ter nada complicado” vai casar. E eu? E tu ainda pergunta? Eu não… Não sou de casar, acho que não nasci pra isso. Mas fico feliz por ti.
Mas escuta, e aquelas bebedeiras?


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