Escrever livros? Que experiência de vida!

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Deus tem me ensinado muito, nos últimos anos, a viver processos. E Ele é tão maravilhoso que a “prova teórica” nunca vem desacompanhada de inúmeros exemplos práticos e pedagógicos. Ele usa inúmeras estratégias e não desiste. Ainda bem. Porque, creio eu, se tem uma dificuldade nata de qualquer ser humano é saber passar por fases, atravessar ciclos. Sabe aquele lance metafórico de “descer colinas e subir montes”? É por aí: acho que você entendeu.

Olha que não estou falando apenas da geração que nasceu antenada em computadores móveis, celulares, tecnologia de ponta, que não sabe esperar, que quer tudo rápido, quase que instantaneamente. Eu sou da década de 1980 e, ainda sim, sinto uma enorme dificuldade em caminhar, com serenidade, por todo o trajeto que tenho que seguir. Às vezes são alegres; outras, tristes. Fáceis. Complexos. Sinuosos. Retos. Sombrios. Iluminados. Mas todo esse percurso nunca deixa de ser surpreendente.

E por que resolvi falar sobre processos para convidá-los, em primeiríssima mão, para o lançamento de “Sobreviventes do Césio 137”? Simples: porque, para escrever um livro, é mais do que necessário saber viver etapas, ciclos, fases. Tá aí um exemplo da generosa prova prática que Deus nos dá e sobre a qual falei no início deste texto. Algo visível para comunicar o que os olhos não podem ver: que, como diz em Eclesiastes, há tempo para todas as coisas.

Ufa! E o tempo corre, a gente corre. Trabalho, revisão, escrita, confirmação, visitas, mais escrita depois do filho dormir, reunião durante as terapias do rebento, checagem, análise de dados, confirmação, novas fontes, informações inéditas, colaboração de colegas, da família, torcida, mais revisão, noites dormidas mais tarde do que o habitual, mais checagem, reflexões, equilíbrio com a jornada na TV, autocrítica, ideias novas, medos, apoio. Um processo daqueles! Praticamente um ano de trabalho desde que conversei pela primeira vez com a Larissa Mundim, editora da 2ª edição de “Sobreviventes do Césio”. Um pouco mais de tempo desde que o jornalista Yago Sales despertou em mim a vontade de atualizar a obra lançada pela primeira vez em 2007.

Mas, finalmente, chegou o momento de celebrar! Estão vendo como são as ordens das coisas? Primeiro: trabalho, esforço, suor, paciência, resiliência, contenção da ansiedade. E tudo isso de forma contínua e de-mo-ra-da. Depois: a recompensa, o momento do “elixir”, que é rápido, fugaz. E não o contrário. Nossa sociedade tem tentado viver abortando os processos, eliminando riscos, danos, frustrações, e, pasmem, até o tempo. Tudo isso em busca da satisfação imediata, de momentos alegres, de uma felicidade que não tem como ser genuína neste estilo “fast-food”.

Por isso, louvo a Deus pelo dia de hoje. Dia em que oficializo o lançamento do livro “Sobreviventes do Césio 137”. Louvo porque Ele sempre me lembra, com situações e circunstâncias distintas, que eu devo viver um dia de cada vez. Louvo porque essas mesmas situações me fazem sair do piloto automático e me levam a refletir sobre saber passar por cada etapa. Louvo porque posso confiar Nele sempre!

O momento da recompensa pode até ser rápido, mas nunca menos intenso do que merece. Por isso, conto com a presença de todos vocês para compartilhar essa conquista! Anotem aí: dia 9 de agosto, às 19 horas, no Coruja Café do Setor Bueno, em Goiânia! Nos vemos lá!