Rafa Kalimann e Rodolffo: uma exceção que deveria ser regra em separações

Recentemente, a internet foi surpreendida pelo anúncio do divórcio do casal Rafa Kalimann e Rodolffo. Com publicações nas redes sociais repletas de respeito e carinho, ambos falaram sobre esse momento delicado na história de um casal.

Ninguém que se separa conta com esta etapa, fato. Quando se casa, a ideia de “felizes para sempre” é o que norteia as relações. Separar da pessoa que fez parte da sua vida, dos seus sonhos e idealizações não é fácil, vai por mim. Divórcios envolvem muito mais que uma mudança no estado civil. Quando vi o anúncio dos dois, alguns pontos me chamaram atenção.

O primeiro deles foi o fato deles terem usado fotos de momentos felizes e importantes — uma viagem para Paris (Rodolffo) e uma ação solidária (Rafa). Falar de algo delicado e usar imagens bonitas para isso não é algo comum. Como eu disse, divórcio dói. Fazer esta associação (imagem feliz + situação dolorosa) não é tão simples quanto parece.

O segundo ponto foi o que cada um disse. Ninguém fala em arrependimento ou em tristeza. Falam de uma história que acabou e deixam claro que a vida de cada um seguirá em livros diferentes. Tanto Rafaela quanto Rodolffo usaram em seus textos o apelido carinhoso que tinham — e Gusttavo Lima já nos alerta que “o apelido carinhoso é mais difícil de esquecer”. Outro fator que é mencionado é o tempo que eles precisaram ter para conseguir falar publicamente sobre a separação. Leva um tempo pra ficha cair.

E porque estou aqui falando desse casal que nem sou fã? Porque gostaria que as separações não tivessem os acréscimos de dor e sofrimento que tem. Gostaria que situações como a de Rafaela e Rodolffo fossem comuns, mas infelizmente não são.

Separar não é fácil, já disse. Mas, muitos enfrentamentos que existem em separações são desnecessários. Muitas separações são verdadeiros ringues pautados por vinganças e sentimentos mesquinhos. Não sejam essas pessoas que aproveitam a fragilidade de alguém para ferí-las ainda mais.

Outro casal que foi até a minha meta quando separei (meta não alcançada, importante dizer) foi Jout Jout e Caio. CaJout (shipp do casal) viveram juntos e tem inúmeros vídeos dos dois no canal “Jout Jout Prazer”. A separação dos dois chegou ao topo dos Trending Topics do Twitter , tamanha foi a repercussão. Em um vídeo curto, simples e fofo, CaJout anunciou o seu fim. Diferente do que muitos pensaram, Caio e Jout Jout continuam trabalhando juntos no canal, quase 2 anos após a separação.

Casar é bom, morar junto é muito bom. Estar com alguém é bom. Mas, existem situações que não possuem outra forma de serem resolvidas que não seja a separação. Se você que lê este texto e enfrenta uma separação ou tem cogitado a separação como possibilidade, saiba que não é fácil. Mas, existem formas de tornar esse momento menos doloroso e sofrido. Eu tentei, mas nem tudo depende só de nós, não é mesmo? Busque com o seu cônjuge as melhores maneiras de encarar a situação.

“Temos que parar de sempre associar término a fracasso. Porque tudo isso que a gente viveu junto foi só sucesso. Então, ao invés de ficarmos tristes porque acabou, escolhemos ficar gratos porque aconteceu”. Se você — assim como CaJout — viveu com alguém uma história de sucesso, seja grato pelo que aconteceu. Aja com gratidão.

Não desejo que não haja mais divórcios. Desejo que as pessoas vivam histórias felizes com alguém. E que como todas as histórias de amor, o final seja feliz para todos os envolvidos. Que hajam mais finais como o de CaJout e de Rafaela e Rodolffo.

AnaLu Oliveira

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