Mirror’s Edge Catalyst (PC/PS4/XONE) — Análise do jogo [pt-BR]

Mirror’s Edge Catalyst é a aguardada continuação de Mirror’s Edge, um jogo desenvolvido pela DICE que surpreendeu a todos com uma mecânica inovadora de combinar parkour com primeira pessoa. O primeiro jogo era muito divertido, mas é consenso que o gunplay e o combate eram ruins e que o jogo era curto de mais.

Para resolver os problemas do jogo anterior, optaram por fazer um reboot, contando a origem da personagem principal, dessa vez a Faith é incapaz de usar armas de fogo e deve se virar apenas com suas pernas e punhos para derrotar seus adversários. Outra grande mudança é que agora o jogo se passa em um mapa aberto que você pode navegar livremente entre as missões.

No novo combate você deve combinar movimento com socos e chutes para derrotar os inimigos, ao empurrar um adversário para uma borda do cenário ele cai para a morte, e também é possível empurrá-lo contra outros guardas para que eles se atrapalhem.

Em diversas partes do jogo os inimigos são colocados no meio do caminho durante uma corrida e você pode combinar um salto com um chute e tirar o inimigo do caminho para seguir em frente, o que é muito divertido, mas em três momentos o jogo te tranca em uma sala com inimigos e você deve derrotá-los para prosseguir, essas são as piores sequências do jogo, pois o combate funciona melhor justamente quando você está em movimento.

A história é um dos pontos fracos do jogo, os personagens (tanto os vilões quanto os aliados) são rasos e desinteressantes, e a narrativa e o enredo são clichês e forçados. Para piorar a versão PC tem um bug nas cutscenes em que o som perde sincronia com o vídeo.

O mapa aberto do jogo é a grande novidade, mas não acho que a execução tenha sido das melhores. As missões da história são muito legais, e seguem o mesmo formato do primeiro jogo, fases lineares em que você deve mostrar que sabe jogar para encontrar o melhor caminho para atingir o objetivo e utilizar os movimentos de parkour para escalar o que estiver a sua frente. As side quests relacionadas a história também são muito legais, e aqui destaco as missões de gridNote, em que você entra em um jump puzzle recheado de lasers com alarmes e deve se virar para chegar ao topo sem nenhuma ajuda.

Por outro lado o mapa aberto veio recheado de corridas, missões secundárias genéricas e colecionáveis completamente inúteis. É legal que é até mesmo possível criar suas próprias corridas e compartilhar na internet, mas as corridas espalhadas pelo mapa não te dão indicação de nível de dificuldade, além de não terem combinado com um ambiente aberto, já que é difícil pensar em caminhos alternativos àquele exibido na tela com um temporizador rolando e uma luz guia te dizendo para onde ir. Sem essas side quests genéricas o jogo dura cerca de 10 horas.

Para quem gostou do jogo original e quer jogar mais 10 horas de Mirror’s Edge, esse jogo é uma ótima pedida (principalmente depois que reduzirem o preço), mas para quem esperava uma continuação digna, com mecânicas novas e level design inovador, o jogo deixa um tanto a desejar, e o mapa aberto não foi bem aplicado, infelizmente.


Tempo jogado: ~10 horas

Completo: Terminei a história e fiz as side quests ligadas a história

Nota: 3,5/5