Seis versus Sete

Seres humanos
Frágeis mas agéis
Hábeis na lábia
Matam a alma
Lavam as salas
Lama nas valas

Observam em transe
Transeuntes sem antes
Que agora sem dantes
Precedem a derrota
Afrontam a vitória
E o que sobra?

Apenas reflexo
De miséria aparente
Observam ao longe
Absorvem aos montes
Aparentes semblantes
Descrentes de gente

Vampiros com sede
Não refletem o que sentem
Apenas o querem
Além dos discursos
Com gestos escusos
Sorriso obscuro

Para além do que se vê
Vê além de um amém?
Que doutrina e contém
E separa teus bens
Para si e os mantém
A pedido de outrem

Paraíso como presente
Pelo medo cultivado
Futuro distante
Passado adiante
Imperfeito que somos
Seremos um, mano, quando?