Flavia Coutinho e o diretor Cesar Augusto
Victor Ribeiro, Daniela Cavanellas e Romulo Chindelar

Cartomante — Você tem medo.

Antonio — Medo de quê?

Cartomante — Você acredita!

Antonio — Não acredito.

Cartomante — Então mostra! A sinistra!

“Passará pelo conluio. Será mancomunado.
Aprenderá como os gatos a andar pelos telhados.”

Bastidores em cena:

Ao fundo Matisael, assistente de produção.
Maurício (midias sociais), Genilson (iluminação) e Vitor (midias sociais) assistem ao ensaio.
Bia Junqueira (cenógrafa) e Genilson Barbosa observam o espaço

Os Clóvis

Ou bate-bolas: figuras marginalizadas, anônimas, híbridas. Não se sabe quem está por trás da máscara dessa espécie de palhaço que é a expressão da alegria do carnaval, mas ainda a violência, a agressividade. João do Rio apresenta um Dr. Antonio que se traveste de diversas personalidades. Muitas máscaras para um homem. Por isso, a figura dos bate-bolas, ou também denominados clóvis, nascida no século XX, mesma época de “Memórias de um rato de hotel”, livro base do nosso espetáculo, se encaixa como uma “luva” na concepção da cena.