12/03, domingo | 2017

Escrevi 468 de 500. Não escrevi sexta (faltou luz) nem sábado (faltou um pouco de tempo e disposição). Comecei a escrever por volta de umas 18h e pouco, e a ideia que desenvolvi foi aquela possível "série satírica sobre uma loja de informática". É uma ideia bem espontânea, por assim dizer.

Por outro lado, sábado eu fiz coisas fora da rotina, fui em lugares e assisti Silêncio, do Scorsese, que me proveu de algumas frases interessantes e se inseriu no meu inconsciente de um modo curioso. Há bastante para refletir e absorver daquele filme, e imagino que ele cedo ou tarde se manifestará na produção da escrita.

Ontem eu também estudei algumas dicas do Palahniuk. Para fixá-las mais, anotei em um caderno enquanto traduzia elas. Uma das dicas falava sobre não sentar na frente do computador velho e empoeirado sem ideia alguma. Meu computador não é velho e empoeirado necessariamente, mas estaria mentindo se dissesse que não senti uma espécie de puxão de orelha. É de fato frustrante sentar sem ter o que escrever. Por outro lado, Palahniuk também disse que é normal não saber qual é o final — e que esse suspense torna inclusive o processo todo divertido, ao invés de produzir com ciência do que se sucederá. Faz sentido.

Ademais ainda preciso reduzir minhas expectativas para essa rotina. Comecei a ter mais um fluxo adequado de ideias. Agora preciso desenvolver mais o foco, com o tempo, de pensar em cada ideia separadamente. Criar uma espécie de obsessão pelo que estou escrevendo. Só assim que serei capaz de ter aquela ideia brilhante enquanto tomo banho ou lavo louça e preciso ir correndo escrever. É através da obsessão com um assunto em específico. Como ver o reflexo de Jesus em algum lugar imprevisível (falei que o Silêncio traria alguma influência).

468/500

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