Crítica: Resident Evil 2

Lançado em 1998 para o Playstation (viria a ser portado para o N64, PC, Dreamcast e GameCube), Resident Evil 2 permanece como o ponto mais alto atingido pela tão famosa franquia. Se o seu antecessor já apontava a fórmula, mas sofria com problemas de dublagem e uma vibe Terror B cheesy, Resident Evil 2 consertou os problemas, melhorando o voice acting e realizando uma legítima atmosfera horripilante, em um jogo mais dark e urbano, mostrando a sociedade momentos após ela desmoronar com o outbreak zumbi. O game, um grande sucesso comercial quando saiu, foi ao lado de séries como Final Fantasy e Metal Gear Solid responsável por trazer enredos mais maduros para videogames, se aproveitando do espaço de armazenamento do CD no Playstation para incluir trilhas sonoras orquestradas que construíam boa parte da atmosfera do game. Vindo com dois CDs, um para o cenário de cada personagem, RE2 brilhava também no level design e no plot elaborado tratando de conspirações que levaram ao vazamento do vírus que transformou a população da cidade de Raccon City em zumbis. Seu sucessor, Resident Evil 3, também foi um sucesso mas começou a priorizar a ação com armas mais poderosas e munição mais abundante; enquanto RE: Code Veronica, ainda que um jogo bem realizado, revertia para a atmosfera cheesy do primeiro jogo da série; mais acertados Resident Evil 0 e o remake do primeiro game da série ficaram exclusivos do GameCube, da Nintendo, e o próximo game da série a virar uma febre foi Resident Evil 4, que abandonava o horror para se tornar um third person shooter. 20 anos depois, fica evidente que Resident Evil 2 foi o ápice de uma das séries mais rentáveis do mundo dos games, o momento onde sua atmosfera, seu gameplay e sua história estiveram na excelência ao mesmo tempo, algo indicado pelos pedidos constantes (atendidos!) dos fãs para um remake do game. Resident Evil 2 é uma grande realização do horror e um passo importante na virada onde games começaram a se tornar mais maduros e cinematográficos.

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